Atuação do Farmacêutico no Serviço Público – Carmem Lucia da Silva Soares

 

Entrevista com Carmem Lucia da Silva Soares – Farmacêutica Bioquímica CRF-PR: 10886.

Farmacêutica Bioquímica graduada pela Uniararas-SP, atuante em Serviço Público.

Facebook:carmemlucia.silvasoares

Gravado em Campina do Simão-PR em 07 de outubro de 2019.

Edição, Filmagem & Roteiro: Alex Sandro Alves

Visite meu Blog: https://farmalexsandroalves.wordpress…

Grupos no Facebook: Farmacêuticos Comunitários do Paraná  & Farmacêuticos de Ivaiporã e do Vale do Ivaí

Fanpage do Facebook: Farmacêutico Alex Sandro Alves

ATENÇÃO FARMACÊUTICA NUTRICIONAL PARA CRIANÇAS

images (3)

Confira as novas recomendações nutricionais em relação às bebidas, de acordo com a Academia de Nutrição e Dietética, Academia Americana de Odontopediatria, Academia Americana de Pediatria (AAP) e American Heart Association (AHA) sob a liderança da Healthy Eating Research (HER), uma organização líder em pesquisa em nutrição e com financiamento da Robert Wood Johnson Foundation (RWJF):

– 0 a 6 meses: leite materno ou fórmula infantil. Não é para oferecer água mesmo se usa fórmula.

– 6 a 12 meses: leite materno ou fórmula infantil. A quantidade de água: apenas alguns goles de água durante a refeição. Evite suco antes de completar 1 ano.

– 12 a 24 meses: leite integral (puro e pasteurizado) e água potável. A quantidade de leite 500 a 700 ml por dia. Já o suco natural: até meio copo, mas prefira sempre a fruta. A quantidade de água entre 1 a 3 anos deve ser de 250 a 900 ml por dia.

– 2 a 5 anos: Leite desnatado ou com pouca gordura e água potável.

– Quantidade de leite entre 2 e 3 anos: 500 ml por dia.
– Quantidade de leite entre 4 e 5 anos: 600 ml por dia.
– Quantidade de água entre 4 e 5 anos = 300 a 1100 ml por dia.

É importante que o leite seja oferecido no copo durante café da manhã ou lanches. Durante o restante do dia ofereça água. E para os que mamam no peito, é interessante que sigam a amamentação até pelo menos 2 anos.

É de suma importância que todas as crianças menores de 5 anos evitem bebidas com cafeína.

 

Clínico ou gestor? Qual o futuro do Profissional Farmacêutico?

O farmacêutico do futuro: clínico ou gestor?

Clínico ou gestor? Qual o perfil do farmacêutico do futuro? Esse foi o tema da apresentação do farmacêutico Pedro Dias, coordenador educacional do Ibras, na etapa de São Paulo do Road Show Care Center. A palestra foi conduzida pela EMS e teve como objetivo desdobrar quais são as competências que os profissionais devem reunir para se diferenciar na carreira.

O advento das salas clínicas encabeçado pela Abrafarma reforça a necessidade de discutir o papel do farmacêutico. “Ele se vê obrigado a assumir cada vez mais demandas, ao mesmo tempo em que precisa melhorar a produtividade e trazer mais recursos financeiros para dentro da farmácia. Essa realidade impõe a assimilação de conhecimentos sobre gestão do negócio”, ressalta Dias.

E a missão do farmacêutico na ampliação do acesso à saúde primária também foi observada por Dias durante o Abrafarma Future Trends, evento que antecedeu o road show na capital paulista. “O que vimos foi a união de todos os players da cadeia para discutir não apenas os impactos da tecnologia no futuro do setor, como também o novo olhar que se deve ter sobre o farmacêutico”, argumenta.

Durante o evento, foi relatada ainda a importância dos consultórios e dos serviços farmacêuticos na estratégia de marketing e vendas das grandes redes. “O farmacêutico é o único profissional que pode fazer toda essa implementação do serviço junto à comunidade e, por conta disso, está sendo cada vez mais observado e valorizado”, finaliza.

Fonte: Assistência Farmacêutica

Bactérias estão cada vez mais resistentes a antibióticos

Nos últimos cinco anos, uma agência de saúde pública de Inglaterra identificou 32 bactérias capazes de resistir a todos os antibióticos. Mortes por resistência a antibióticos deverão aumentar.

Janice Haney Carr, USCDCP/Pixnio

Para perceber a dimensão do problema, importa olhar para os números: na última década, os cientistas no Reino Unido identificaram 19 novos mecanismos de resistência de bactérias a antibióticos; só em 2015, os organismos oficiais daquele país registaram 52.971 infeções resistentes a antibióticos, que resultaram em 2.172 mortes; e nos últimos cinco anos, uma agência de saúde pública de Inglaterra identificou 32 bactérias capazes de resistir a todos os medicamentos.

Os dados, citados pelo The Guardian, mostram que as bactérias estão cada vez mais a desenvolver mecanismos de resistência, o que pode colocar em causa o tratamento e a cura dos pacientes. Por isso mesmo, o serviço nacional de infeções da agência de Saúde Pública de Inglaterra (PHE, na sigla inglesa) delineou uma estratégia para melhorar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) britânico na identificação e controlo das doenças infecciosas nos próximos cinco anos.

Além disso, o SNS britânico vai reduzir o uso de antibióticos em mais 15% de forma a mantê-los o mais eficazes possível, oferecendo ao mesmo tempo o acesso aos pacientes a novos tratamentos.

É a genética que causa as alterações nas bactérias, que ficam capazes de repelir vários tipos de antibióticos, mesmo os de “último recurso” como os carbapenémicos e a colistina. Esta tendência pode fazer aumentar o número anual de mortes por resistência a antibióticos, que, segundo o The Guardian, é de 2.200.

Por exemplo, em 2016, um surto de gonorreia resistente a antibiótico tornou-se num desafio para médicos e especialistas em saúde sexual. No mesmo período, cerca de 12 novas doenças e infeções foram detetadas em Inglaterra pela primeira vez. Muitas foram trazidas do estrangeiros — como a gripe suína, o ébola (2014) ou o vírus zika (também em 2014).

“As doenças infecciosas não param. As bactérias estão presas numa corrida pela evolução com os antibióticos, desenvolvendo constantemente novas maneiras de evitar o impacto”, defende ao jornal Sharon Peacock, diretora do serviço nacional de infeção da PHE.

Já Chris Witty, consultor científico do governo britânico, defende que “apesar do nosso arsenal de vacinas e antibióticos, as doenças infecciosas continuam a ser uma ameaça real à saúde pública. Estamos constantemente a enfrentar novas ameaças e a resistência antibiótica está a crescer.” As autoridades receiam que a globalização associada à resistência das bactérias possa resultar numa pandemia internacional, envolvendo micróbios desconhecidos. O movimento antivacinas e as desigualdades no acesso à saúde são outras ameaças nos próximos anos.

Sally Davies, médica e docente, alerta ao The Guardian que o aumento da resistência a antibióticos “corre o risco de colocar a medicina de volta à idade das trevas”. Aliás, os estudos mais recentes do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) concluíram que uma em cada três bactérias que originaram infeções nos hospitais europeus são resistente a antibióticos.

Fonte: Observador

Antibióticos Estão Contaminando Rios Do Mundo

Estudo global da Universidade de York, na Inglaterra, revelou altas concentrações de antibióticos encontradas em alguns rios do mundo. Os pesquisadores listaram os 14 medicamentos do gênero mais usados pela população mundial e procuraram a presença deles em rios de 72 países, em seis continentes. Foram identificados remédios em 65% dos locais monitorados.

O metronidazol, usado para tratar infecções bacterianas, principalmente de pele e boca, excedeu os níveis de segurança pela maior margem. Um rio de Bangladesh apresentou concentrações 300 vezes maior do que o nível seguro. No rio Tâmisa e em um de seus afluentes em Londres, os pesquisadores encontraram uma concentração máxima total de antibióticos de 233 nanogramas por litro (ng/L), enquanto em Bangladesh a concentração era 170 vezes maior.

O antibiótico mais prevalente foi o trimetoprim, detectado em 307 dos 711 locais testados e é usado principalmente para combater infecções do trato urinário. O estudo comparou os dados de monitoramento com os níveis “seguros” recentemente estabelecidos pela Associação da Indústria farmacêutica AMR Industry Alliance, que, dependendo do antibiótico, variam de 20 a 32.000 ng/L. A ciproflaxacina, usada para tratar uma série de infecções bacterianas, foi o composto que mais frequentemente ultrapassou os níveis de segurança, totalizando 51 locais.

Segundo os pesquisadores, os rios onde os antibióticos excederam em maior grau foram em Bangladesh, Quênia, Gana, Paquistão e Nigéria, enquanto um local na Áustria foi classificado como o mais alto dos locais europeus monitorados. Rios na Europa, América do Norte e América do Sul também apresentaram níveis de preocupação mostrando que a contaminação por antibióticos é um problema global.

Alguns dos rios mais emblemáticos do mundo foram amostrados, incluindo o Chao Phraya, o Danúbio, o Mekong, o Sena, o Tamisa, o Tibre e o Tigre. O estudo revelou que os locais de alto risco eram tipicamente adjacentes a sistemas de tratamento de águas residuais, lixões de lixo ou esgoto e em algumas áreas de turbulência política, incluindo a fronteira israelense e palestina.

Resistência antimicrobiana
O professor Alistair Boxall, responsável pelo Instituto de Sustentabilidade Ambiental de York, disse que os resultados são bastante surpreendentes e preocupantes, demonstrando a contaminação generalizada dos sistemas fluviais em todo o mundo com compostos antibióticos.

“Muitos cientistas e formuladores de políticas públicas reconhecem agora o papel do ambiente natural no problema da resistência antimicrobiana. Nossos dados mostram que a contaminação por antibióticos dos rios pode ser um importante contribuinte”, afirma. Segundo ele, resolver o problema será um desafio gigantesco e necessitará de investimento em infraestruturas para tratamento de resíduos e águas residuais, regulamentação mais rigorosa e limpeza de locais já contaminados.
Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Glossário de Termos Farmacêuticos

Resultado de imagem para glossário

ANTI PSÓRICOS

medicamentos – lista de medicamentos que para Hahnemann curava a psora, “causa de todos os males crônicos de origem não venérea”.
Eram medicamentos que tinham entre seus sintomas os da psora definida por Hahnemann.


ANTROPOSOFIA

a Antroposofia inclui a Medicina Antroposófica mas não é só ela. Inclui arquitetura, terapias, filosofia, etc, inpirados nos escritos e estudos do Dr. Rudolf Steiner, médico alemão.
Seu método de preparação de medicamentos começou semelhante aos dos medicamentos homeopáticos, mas já não o é mais, é mais complexo e envolve mais etapas e manipulações com os seus componentes.
Não é Homeopatia.

APSÓRICOS

medicamentos – medicamentos que para Hahnemann não curavam as doenças crônicas causadas pelos miasmas psora, sífilis e sicose.

Classe geral de medicamentos homeopáticos para Hahanemann.1


BIOPATOGRÁFICO

diagnóstico (história biopatográfica) – as doenças do indivíduo ao longo de sua vida, com repercussões em sua doença crônica.
E também seu primeiro adoecer (nunca mais foi o mesmo depois de …)


BIOTERÁPICOS

produtos quimicamente não definidos (secreções, excreções patológicas ou não, certos produtos de origem microbiana e alérgenos) que servem de matéria prima para as preparações homeopáticas bioterápicas (Farmacopéia Francesa décima edição, 1985).


CURAS – NÍVEIS DE

a) curas de primeiro nível – implica na cura dos sintomas individualmente e na cura da entidade clínica como um todo. Cura clínica.

b) curas de segundo nível – implica na cura da predisposição a adoecer. Cura miasmática.

c) curas de terceiro nível – implica na cura das pessoas, promovendo o pleno desenvolvimento de suas potencialidades existenciais. Cura pessoal ou existencial.

( fonte : Dr. Aldo Farias Dias – mensagem de INTERNET – A lógica da repertorização.)


DIÁTESE

maneira do organismo responder a uma mudança do meio ambiente. (Dr. Diniz da Gama).

Condição permanente (hereditária ou adquirida) do corpo, que se torna suscetível a certas doenças ou afecções em especial.1


DINAMIZAÇÃO

preparação de uma droga pelo procedimento de diluição + sucussão (no caso de substâncias solúveis) ou diluição + trituração (no caso de substâncias insolúveis).

O termo vem do grego “dynamis” (potência, força) e qualificam substâncias que adquiriram “força” medicamentosa.
A quantidade de vezes que o medicamento foi dinamizado designa-se POTENCIA.


DOENÇA

Qualquer alteração da Força Vital (Dr. Diniz da Gama).
O que antecedeu a MOLÉSTIA, alteração da força vital. Vem em primeiro lugar (definição segundo Hahnemann, pela visão do Dr. Galvão)


DOSE

Quantidade de medicamento ingerida de cada vez. Pode ser única ou repetida.


ENERGIA VITAL

Para Hahnemann seria uma mistura de “maestro” e “piloto automatico” de nosso corpo.
Tanto seria o responsável pelo harmonioso funcionamento de todas suas partes, possibilitando ele ser considerado um todo, como possibilitaria não termos que “pensar” para fazer acontecer todas funções, reaçoes, etc do nosso corpo para que ele possa funcionar, realizando as funções “automáticas e vitais” ditadas pelas partes do cérebro responsáveis por isso.

Sua natureza é desconhecida (já existem diversas hipóteses em discussão), embora pelo tipo de ação realizada pelo medicamento homeopático seja impossível descartar sua existência.


ENFERMIDADE

Alterações funcionais do corpo. ( Dr. Diniz da Gama ).

Ela é igual a noxa mais suscetibilidade ( E = N + S )

Ver moléstia .


ESCALAS

Indicam a razão da diluição empregada no preparo de medicamentos homeopáticos. As mais comuns são as Centesimal (utilizada por Hahnemann), e a decimal (preconizada por Hering).
indicam a razão da diluição empregada no preparo de medicamentos homeopáticos. As mais comuns são as Centesimal (utilizada por Hahnemann), e a decimal (preconizada por Hering).

forma de preparo exemplo de potencias
Centesimal Hahnemanniana – CH 6 CH
Decimal – D 8 DH
Fluxo Contínuo – FC 1 MFC
Cinquenta Milasimal – LM 9 LM
Korsakov – K 200 K

Fonte: Manual do consumidor de Homeopatia – AFHERJ/ABFH


FITOTERAPIA

Forma de tratamento terapêutico que usa medicamentos de origem vegetal de comprovada atuação medicamentosa, em forma de cápsulas, tinturas, chás, etc.
Sua técnica de preparo é fundamentalmente extrativa.

Não é sinônimo de Homeopatia.

A grande maioria das drogas sintéticas atuais se originaram de plantas medicinais, mas não tem a mesma ação, já que isolam determinados componentes das plantas e os sintetizam artificialmente ou os purificam. E a ação medicinal de uma planta se deve não só a soma de seus componentes mas também à interação entre eles.


FLORAIS

Substâncias medicamentosas que extraem a força medicamentosa de flores, a partir de um método próprio criadas originalmente por Edward Bach (florais de Bach), um médico de formação homeopática.

Tem uma ação predominantemente mental e não é Homeopatia.

Atualmente há inúmeros grupamentos de florais, todos preparados com a técnica original, de diversas partes do mundo, inclusive brasileiros.


FONTE

1- Organon

2- Apostila de aula do dia 19 de abril de 2000, do Dr. Renan Ruiz, da Associação Paulista de Homeopatia,
São Paulo, SP.

3- FERRAZ, Márcia H. M. O processo de transformação da teoria do flogístico no séculoXVIII. São Paulo, 1991. ( Dissertação de mestrado – História Social ), departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.


IATROMECÂNICA

Corrente da medicina que pretendia explicar todos os fenômenos do cosmo (e do corpo humano) valendo-se da analogia com a mecânica do século XVIII – XIX.


IATROQUÍMICA

Corrente da medicina que prescrevia o uso de remédios de origem química e pretendia explicar todos os fenômenos do cosmo valendo-se da analogia com os processos químicos. 3 ( pág. 44)


IDIOSSINCRASIA

[Do grego idios, pessoal, privado + sunkrasis, temperamento] – Casos envolvendo um indivíduo com peculiaridades fisiológicas ou de temperamento; indivíduos que tem uma reação mórbida incomum a susbstâncias particulares. (§ 117) .1
Um tipo especial de suscetibilidade.


ISOPATIA

[Do grego isos , igual + pathos , sofrimento ] – Um método de tratamento da doença usando o produtor ou um produto da doença preparados como medicamentos homeopáticos.
Não usa os sintomas de experimentação ( se a substancia for experimentada) ou não usa substâncias em que foi feita experimentação.
E não leva em conta a individualização do paciente, só o que está causando sua doença .1
Ver MEDICAMENTO ISOPÁTICO.

Tanto a Isopatia quanto a Isoterapia não agem no mesmo nível dos medicamentos homeopáticos, por não usarem o princípio da semelhança e sim da analogia 2 .


ISOTERAPIA OU TAUTOTERAPIA

tratamento pelo mesmo, independentemente da natureza orgânica ou não da substância empregada, desde que vinculada como causa.

Não necessáriamente é feita com medicamentos homeopáticos.

Emprego de produtos não patológicos de qualquer origem. 2


MEDICAMENTO DINAMIZADO

Aquele que é produzido segundo uma farmacotécnica dinamizadora ( centesimal hahnemanniana, decimal, korsacof, fluxo contínuo, cinquenta milesimal), seja ele usado em um indivíduo ou não.
E seja ele usado em uma terapia homeopática ou não.

O mesmo que sistema dinamizado.


MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO

É aquele medicamento ( dinamizado ou não) utilizado no indivíduo segundo dois princípios da Doutrina Homeopática : Similitude e Experimentação no homem são. Ou seja, é o usado no curso de uma intervenção homeopática (consulta ou experimentação).
Medicamentos não experimentados, para ser coerente com a definição e com os princípios que ela encerra, seriam medicamentos em “stand by”, a espera de comprovação.
Ou talvez a espera da criação de um outro tipo de experimentação.


MEDICAMENTO ISOPÁTICO

Elaborado com o produto patológico do próprio organismo, e sua preparação é feita de acordo com a Farmacopéia Homeopática.


MEDICAMENTO ISOTERÁPICO

É aquele preparado de acordo com a Farmacopéia Homeopática mas usado segundo uma similitude etiológica, do que está causando a doença.


MODALIZAR

É, num sintoma, avaliar condições de melhoria, piora, horários em que ocorrem, a influência das posições do corpo, os fatores meteriológicos, as modalidades pelas comidas, pelas menstruações (cios ?), pelo sono, por fatores psíquicos e as modalidades por caracteres próprios ou intrínsecos dos sintomas (dor- transpiração- secreções- etc).
De que “modos” o sintoma varia.


MOLÉSTIA

Complexo de alterações mentais, funcionais e morfológicas, de caráter evolutivo, que se estabelece no organismo submetido a fatores frente aos quais ele responde.

É quando a força vital alterada causa uma reação no corpo modificando-o (alteração orgânica-funcional). (Definição Hahnemanniana pelo Dr. Galvão).


NOSÓDIOS

Produtos quimicamente não definidos (secreções, excreções patológicas ou não, certos produtos de origem microbiana e alérgenos) que servem de matéria prima para as preparações homeopáticas bioterápicas (Farmacopéia Francesa décima edição, 1985).


NOXA

fator necessário, mas não suficiente, para produzir uma enfermidade. Seria o fator desencadeante da enfermidade. Pode ser físico (queimadura, um atropelamento), emocional (uma decepção, uma bronca), químico ou biológico, externo ou interno.


POLICRESTOS

Medicamentos em que a maioria de seus sintomas correspondem em similitude aos sintomas das mais comuns doenças da humanidade, e portanto tem um uso homeopático frequente e eficaz.
Provavelmente espécie-dependente.


POTÊNCIA

a) como quantidade de vezes que o medicamento foi dinamizado. É indicada por um número (número de vezes) e por uma letras – ou letras ( forma de preparo)

b) como capacidade medicamentosa, curativa, de um determinado medicamento frente a um determinado enfermo, não dependendo, portanto, de um número.
Por exemplo, uma dose de Arsenicum album C 1000 pode ser uma potência alta, média ou baixa, conforme o paciente Arsenicum a que se destina. Ou mesmo nula, se o paciente não apresentar similitude nenhuma com Arsenicum.

Uma chinelada para um ser humano adulto não é o mesmo que é para uma barata. Então não haveria como dizer, de uma maneira absoluta, se a potencia da chinelada é alta, média ou baixa, depende do que vai ser atingido. Pode inclusive ser nula se não atingir nada.


REPERTÓRIO

Enquanto na matéria médica se tem os medicamentos seguidos pelo sintoma, aqui se tem o sintoma seguido pelo(s) medicamento(s).
Ele tem uma linguagem própria, atemporal, como Hahnemann queria que fossem a linguagem dos sintomas em Homeopatia.
Requer o entendimento da exata ou bem próxima significância do que aquele sintoma quer dizer.


SAÚDE

A HARMONIA do homem com a natureza, a HARMONIA entre os diversos componentes do organismo entre si e com o meio ambiente.

Equilíbrio é entropia zero, que é a morte .( Dr. J. C. F. Diniz da Gama ).

Aparentemente Hahnemann relacionava muito a saúde com música. Não teríamos que estar equilibrados, teríamos que estar harmônicos.


SIMILLIMUM

É o medicamento que cobre a sintomatologia da entidade clínica e da entidade individual nos seus mais amplos e completos aspectos, seja a longo ou curto prazo.
Seria o medicamento, dentre os medicamentos, que mais similitude teria com o ser tratado.

É o medicamento ideal, por excelência, quando possível de se obter e que deve ser buscado para se conseguir os melhores benefícios no tratamento e consequentemente, na vida do ser tratado.


SINTOMAS PSIQUIÁTRICOS

indicam lesão no cérebro.
Devem ser diferenciados dos chamados ‘sintomas mentais’.


SISTEMA DINAMIZADO

Aquele que é produzido segundo uma farmacotécnica dinamizadora ( centesimal hahnemanniana, decimal, korsacof, fluxo contínuo, cinquenta milesimal), seja ele usado em um indivíduo ou não.
E seja ele usado em uma terapia homeopática ou não.


TINTURA-MÃE

São preparações básicas, resultantes de extração, por maceração ou percolação (operação de passar um líquido através de um meio para filtra-lo ou para extrair substâncias desse meio), de drogas animais ou vegetais, em diferentes graduações alcoólicas.

Hahnemann, em sua sexta edição do Organon, preconiza que todas as substâncias-origem dos medicamentos deveriam ser trituradas, mesmo as solúveis. Para ele, aumentaria o poder medicamentoso dos substâncias.


TRITURAÇÕES

forma de tornar solúveis as substâncias insolúveis, sendo feita geralmente até a 3CH. Nessas substâncias, a partir de 3 CH poderia ser pós, tabletes ou comprimidos; a partir de 4 CH , em gotas com álcool de baixa graduação; a partir de 5 CH em qualquer prescrição.

Hahnemann, em sua sexta edição do Organon, preconiza que todas as substâncias-origem dos medicamentos deveriam ser trituradas, mesmo as solúveis. Para ele, aumentaria o poder medicamentoso dos substâncias.


VARIANTES REATIVAS

Segundo o Dr. Renan Ruiz, médico , são reações que podem incluir sintomas exonerativos ( vômito, diarréia, sudorese );
episódios agudos ( episódios febris);
erupções de pele; retorno de sintomas antigos;
mas sempre concomitantes com a “sensação de bem estar geral”, e sempre centrífugos (do centro para a periferia) e de ação hiperérgica, que ocorrem entre o 8° e 14 ° dia;e por volta do 100° dia em casos muito crônicos ou muito profundos.

Fonte: CRF-DF

Exame da saliva pode permitir o diagnóstico precoce de Alzheimer

Resultado de imagem para exame de salivaPesquisadores brasileiros querem comprovar que é possível detectar com antecedência a possibilidade de a pessoa desenvolver a doença de Alzheimer no futuro. Estudos iniciados em 2007 resultaram no desenvolvimento de um método inédito para o diagnóstico precoce de Alzheimer por meio de exame de saliva.

 

A pesquisa é coordenada pelo farmacêutico-bioquímico Gustavo Alves, doutor em biotecnologia que atua como professor e pesquisador no Centro Universitário do Senac. No pós-doutorado, na faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, ele pretende, com a equipe de pesquisadores, confirmar os resultados promissores já alcançados até agora. “O estudo tem como base a avaliação da presença na saliva dos pacientes das proteínas beta amiloide e TAU. Essas proteínas estão relacionadas com o avanço e a progressão da doença de Alzheimer, que vai ocasionar um acúmulo delas no cérebro, no córtex, em outras regiões, e caracterizar o processo de perda de neurônios, de degeneração neuronal”, explica.

Os pesquisadores, que estão em busca de apoio financeiro para avançar com os estudos e apresentar o trabalho em eventos internacionais, já conseguiram fazer a detecção do acúmulo de proteínas na saliva e correlacioná-la em pacientes com a doença. “Entretanto, ainda não é conclusivo porque carece de ampliar essa pesquisa para populações com idade inferior. Agora, vamos investigar em pessoas com idade abaixo de 60 anos. Mas já conseguimos comprovar que as pessoas que já têm Alzheimer apresentam essas proteínas na saliva”, afirma o farmacêutico.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a doença é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. É caracterizada pela perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), o que é causado pela morte de células cerebrais. O diagnóstico precoce poderia levar a uma antecipação do tratamento. “Já se sabe que essas proteínas começam a se acumular no cérebro das pessoas com Alzheimer aproximadamente 30 anos antes dos primeiros sintomas. Consequentemente, se nós conseguíssemos desenvolver um diagnóstico preditivo, que fosse feito precocemente, daria tempo do indivíduo ser medicado,  ter comportamentos, padrões e estilo de vida que pudessem atenuar o avanço da doença”.

De acordo com Gustavo Alves, as indústrias farmacêuticas também têm pesquisado novas moléculas para o tratamento do Alzheimer, algumas já em fase final de estudo. A expectativa é finalizar a coleta de material e a leitura dos exames até o primeiro semestre de 2020. Os resultados da pesquisa chegaram a ser apresentados na Conferência internacional de Alzheimer em Toronto, em 2016, Chicago, em 2018, e, neste ano, em Los Angeles.

Escute esse o outros áudios na Rádio News Farma: www.newsfarma.org.br

Fonte: CFF

Anvisa aprova Vemlidy: novo medicamento para tratamento da hepatite B

vemlidy medicamento

Vemlidy®, medicamento da farmacêutica Gilead Sciences para tratamento da hepatite B crônica em adultos. Estima-se que 257 milhões de pessoas em todo o mundo vivam com infecção da HBV crônica e apenas 9% foram diagnosticadas

A Anvisa acaba de publicar a aprovação de Vemlidy® (tenofovir alafenamida), da Gilead Sciences, para tratamento da hepatite B em adultos – há 10 anos não havia aprovação de um novo medicamento para esta doença. O Vemlidy® possui nova versão do tenofovir (chamada de TAF) que oferece maior estabilidade plasmática. Isso significa que há redução de até 89% da substância na corrente sanguínea do paciente, garantindo menos efeitos adversos durante tratamento.

“A aprovação do Vemlidy® pela Anvisa significa mais um grande passo no tratamento da hepatite B no Brasil. O fármaco tem a mesma eficácia do tenofovir antigo em capacidade de suprimir a quantidade de vírus. Porém, com a vantagem de ser absorvido pelo intestino sem ficar muito tempo no plasma (sangue) e sem que os rins precisem eliminá-lo, o que pode causar danos no órgão e perda de massa óssea “, explica Dr. Eric Bassetti, gastroenterologista e diretor médico associado da Gilead Sciences.

A eficácia e segurança do Vemlidy® foi testada em mais de 1.200 pacientes com hepatite B em dois ensaios clínicos durante dois anos. Foi comprovada a melhora na segurança renal e redução da possibilidade de perda de massa óssea, que pode levar à osteopenia e osteoporose e, consequentemente, aumentando o risco de fraturas. O medicamento é de uso oral, o que facilita a administração.

 

Hepatite B (HBV)

A hepatite B é causada pela infecção de um vírus, o HBV, que pode causar grave dano hepático, cirrose e câncer no fígado e ainda levar à morte quando não controlado adequadamente. Geralmente é transmitido pelo sangue por meio do compartilhamento de seringas e agulhas, escova de dente, lâmina de barbear, hemodiálise, relações sexuais sem o uso de preservativos ou pela transmissão vertical (mãe para o feto no útero).

Existe uma vacina indicada para adultos ou crianças, em 3 doses, e está disponível no Sistema Único de Saúde. Esta fornece proteção em longo prazo para pessoas que não foram infectadas com o vírus.

Muitas vezes, a doença não apresenta sintomas. Mas, em alguns casos, o organismo aponta alguns sinais como: dores abdominais, urina escura, fadiga extrema, vômito, icterícia (olho amarelo) e náuseas.

O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, incluindo o teste rápido disponível na rede pública, necessita de apenas uma gota de sangue e fica pronto em poucos minutos. Em alguns casos, pode haver a necessidade de biópsia do fígado ou exames para avaliar se há comprometimento no órgão. O exame é obrigatório para todas as gestantes.

Embora ainda não exista cura para a hepatite B crônica, existe tratamento que reduz o risco de complicações e diminui a possibilidade de transmissão. Nem todas as pessoas infectadas terão necessidade de fazer o tratamento.

O HBV é uma epidemia crônica mundial que afeta cerca de 257 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, são mais de 218 mil, segundo os dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em 2018. O Brasil e a Organização Mundial de Saúde possuem planos de eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030.

 

Sobre a Gilead Sciences

A Gilead Sciences é uma biofarmacêutica dedicada à pesquisa, desenvolvimento e comercialização de terapias inovadoras para prevenção, tratamento e cura de doenças potencialmente fatais, como HIV/Aids, hepatites virais, entre outras. A Gilead foi responsável por grandes conquistas para a saúde e a qualidade de vida ao oferecer o primeiro regime antirretroviral em comprimido único para o tratamento do HIV/AIDS, além de ter revolucionado o tratamento da hepatite C com o primeiro medicamento que apresentou a possibilidade de cura da doença. Presente no Brasil desde 2013 com sede em São Paulo, a Gilead possui operações em mais de 35 países, com matriz em Foster City, Califórnia, nos Estados Unidos.

Tratamento da artrite exige acompanhamento multiprofissional

Artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, autoimune, que afeta as membranas das articulações e de órgãos internos. Com o avanço da enfermidade, os pacientes sofrem com dores e dificuldades para se movimentar. Para aliviar os sintomas, muitos acabam tomando medicamentos por conta própria – como analgésicos e antiinflamatórios.  O que pode ser prejudicial à saúde.

O farmacêutico Hágabo Mathyell Silva reforça a importância de o paciente conhecer a doença e a função dos medicamentos. Para isso, ele diz que é necessário ter o acompanhamento de profissionais da saúde e seguir o tratamento correto para reduzir o processo inflamatório e controlar a doença. “Sabemos que um paciente bem informado vai entender melhor a função de cada um dos medicamentos como, por exemplo, saber que os antiinflamatórios devem ser usados apenas nos momentos de crise para alívio dos sintomas e da inflamação e que, mesmo na ausência de alguns sintomas, o paciente  precisa utilizar aqueles  medicamentos que são modificadores do curso da doença que não são para tratamento dos sintomas mas para uso contínuo”, explica.

O profissional afirma que quando o paciente consegue ter o entendimento sobre os medicamentos e a função de cada um deles é possível perceber um maior sucesso no tratamento. “Como o tratamento é complexo, por envolver a troca e tipos de medicamentos diversos, os pacientes podem desenvolver reações adversas como problemas gástricos, cardiovasculares e do fígado, osteosporose, elevação da pressão arterial e da glicose. Diante desses fatores de risco, é fundamental o acompanhamento de uma equipe com vários profissionais da saúde e o monitoramento de um farmacêutico”, reforça.

Tanto o paciente como os profissionais de saúde que o cercam devem estar atentos de modo a controlar as outras comorbidades, inclusive porque algumas delas também afetam e dificultam o controle da própria artrite. Como é o caso do diabetes, que uma doença inflamatória que dificulta o tratamento da outra e pode causar danos muito graves para o paciente. “Essa é uma recomendação muito bem estabelecida da Liga Europeia contra o reumatismo – Eular, que referência mundial na área de artrites reumatoide e de outras doenças reumáticas”.

O farmacêutico Hágabo Mathyell Silva é mestrando em Medicamentos e Assistência Farmacêutica na Universidade Federal de Minas Gerais. Lá ele trabalha no serviço de gerenciamento da terapia medicamentosa do ambulatório de Artrite reumatoide do Hospital das Clínicas.

Escute esse o outros áudios na Rádio News Farma: www.newsfarma.org.br

Fonte: CFF

Blog no WordPress.com.

Acima ↑