Milionários americanos pagam para receber o sangue de jovens

Homens e mulheres de meia idade desembolsam até 27.000 reais pelas transfusões. É mais um capítulo na busca pela juventude eterna



Na ficção – A ideia inspirou episódio da popular série Silicon Valley, no capítulo The Blood Boy (//Divulgação)

A busca pela juventude eterna não para e a nova estratégia para alcançar esse objetivo pode não parecer muito agradável para a maioria das pessoas: transfusões de sangue jovem. A Ambrosia, uma startup de biotecnologia sediada no Vale do Silício, na Califórnia, oferece o procedimento a pessoas com mais de 35 anos que estejam dispostas a pagar até 8.000 dólares (cerca de 27.000 reais). A medida faz parte de um estudo clínico conduzido pela empresa com o objetivo de investigar os efeitos do plasma de jovens no combate a doenças do envelhecimento.

Entre os efeitos esperados com o tratamento estão a recuperação do vigor juvenil e a redução do risco de doenças associadas ao envelhecimento. A promessa faz sucesso entre quarentões, cinquentões e sessentões milionários. Em uma infusão, o voluntário recebe cerca de 1,5 litros de plasma proveniente de pessoas com idade entre 16 e 25 anos. A estratégia foi inspirada em estudos realizados em ratos que demonstraram benefícios significativos em roedores de idade avançada que receberam transfusões de plasma de animais mais jovens. Porém, a ausência de pesquisas científicas que comprovem esses benefícios em humanos e os riscos envolvidos causam controvérsia.

Fonte: Veja

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Estudo aponta que Psoríase aumenta perda óssea

Investigadores espanhóis constataram que os pacientes com psoríase apresentam uma perda óssea generalizada resultante da doença, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
No estudo, os investigadores do Centro de Investigação Nacional do Cancro, em Espanha, descrevem a comunicação molecular que é estabelecida entre a pele inflamada e a perda de massa óssea. Esta descoberta levanta a possibilidade de tratar a psoríase com fármacos que já se encontram atualmente no mercado ou que estão em fase de ensaios clínicos avançados.
A psoríase é uma doença autoimune crônica que afeta 2% da população mundial. Esta condição é caracterizada por inflamação e descamação da pele. Os indivíduos afetados por esta doença apresentam um maior risco de desenvolverem alguns tipos de síndrome metabólica, doenças cardiovasculares ou maior predisposição para determinadas patologias, como obesidade e diabetes.
Neste estudo, os investigadores verificaram que a psoríase provoca uma perda generalizada e progressiva do tecido ósseo. “Não há destruição ativa do osso. Pelo contrário, durante o ciclo de regeneração do osso, este não é formado à velocidade necessária para substituir o que está a ser perdido e, desta forma, a massa óssea dos pacientes reduz ao longo do tempo”, revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Özge Uluçkan

O processo ocorre através de um mecanismo que inibe a atividade dos osteoblastos, as células que produzem a matriz óssea, para que os ossos possam crescer durante a infância e juventude e permaneçam saudáveis na idade adulta.
Num estudo anterior, os investigadores já tinham criado um modelo de ratinho, onde tinham removido o gene JunB nos queratinócitos (células que formam a epiderme), mimetizando o que acontece durante distúrbios inflamatórios cutâneos nos humanos. Agora, foi observado que estes animais tinham perda da massa óssea.
Os investigadores constataram que as células do sistema imunitário da pele deste modelo animal produziam grandes quantidades da citoquina IL-17, uma proteína do sistema imunitário que ativa a inflamação celular em resposta aos danos. A IL-17 viaja através da corrente sanguínea para os ossos.
Nos ossos a proteína atua nos osteoblastos e inibe a atividade da Wnt, uma via de sinalização celular que está envolvida na formação do esqueleto e em determinadas condições, como osteoporose, artrite e mieloma. Verificou-se que o tratamento destes ratinhos com inibidores da IL-17 permitiu que a via Wnt recuperasse a sua atividade normal, tendo conduzido à formação óssea.
Um segundo modelo animal, no qual tinha isso induzida uma expressão exagerada da IL-17, também apresentou perda óssea. Estes resultados sugerem que a desregulação da proteína é suficiente para causar este efeito.
A análise de centenas de amostras humanas, através de tomografia computadorizada periférica de elevada resolução, demonstrou que os pacientes com psoríase tinham perda óssea, comparativamente com os indivíduos saudáveis. Esta perda estava associada a aumento dos níveis da IL-17A no sangue.
Estes achados sugerem que os pacientes com psoríase devem ser monitorizados para esta perda de massa óssea, ou para a presença de níveis elevados destes fatores no sangue.
“Tratar pacientes com psoríase com inibidores da IL-17 pode ter um efeito benéfico na perda de tecido ósseo, ao contrário de outros compostos que só podem tratar a inflamação da pele”, conclui o investigador.
Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Fonte: Farmacêutica Curiosa

Governo sugere reformular Farmácia Popular e economizar até R$ 1 bilhão

Ministério da Saúde está sugerindo ao governo de transição uma reformulação do Programa Farmácia Popular. A ideia é que o governo federal centralize as compras de medicamentos, que depois seriam distribuídos pela indústria farmacêutica aos estabelecimentos participantes.

Atualmente, as próprias farmácias adquirem os remédios e são ressarcidas posteriormente. O Ministério da Saúde gasta cerca de R$ 2 bilhões por ano com o Farmácia Popular e espera reduzir essa despesa pela metade, o que viabilizaria o reajuste dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias para 2019, previsto na Lei 13.708/18.

O projeto da lei orçamentária de 2019 (PLN 27/18) não tem recursos para bancar esta correção salarial, o que exige o corte em outra área do governo ou em programa da própria saúde.

Fim da gratuidade

Durante o jantar de confraternização da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o presidente do Conselho Diretivo da entidade, Eugênio De Zagottis, também sugeriu mudanças no programa. “O Farmácia Popular foi uma conquista da sociedade brasileira, mas com o passar do tempo foi desvirtuado. Acredito que uma das saídas para manter sua sustentabilidade seria disciplinar o uso por meio do fim da gratuidade, estabelecendo cotas de coparticipação, sem minar o acesso ao medicamento”, observou.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Novo exame de sangue pode prever parto prematuro

O teste em estudo ainda consegue prever com maior precisão a data para partos normais

Gestante

No Brasil, estima-se que haja cerca de 150 mil casos de parto prematuro todos os anos. (Jupiterimages/Thinkstock/VEJA/VEJA)

Um exame de sangue em estudo mostrou ser capaz de prever o parto prematuroem 80% das mulheres de alto risco. Os resultados preliminares, publicados na revista Science, sugerem que a análise da atividade genética na corrente sanguínea da grávida pode dar indícios da possibilidade de um problema no futuro.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente 15 milhões de bebês nascem prematuros (antes de 37 semanas de gestação) em todo o mundo, sendo a principal causa de mortes entre crianças menores de cinco anos – cerca de um milhão de mortes por ano. No Brasil, estima-se que haja cerca de 150 mil casos de parto prematuro todos os anos.PUBLICIDADE

Além de prever a possibilidade do nascimento prematuro, a equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, afirma que o teste também consegue indicar a data do parto com a mesma precisão do ultrassom, exame utilizado atualmente para determinar a tempo gestacional das mulheres.

Fonte: Veja

Vacina da Pfizer protege pacientes oncológicos e outros imunocomprometidos contra pneumonia pneumocócica

Pacientes com condições clínicas que comprometem o sistema imunológico, como câncer e HIV, assim como aqueles que passaram por transplantes, têm um risco aumentado de apresentar pneumonia e doenças pneumocócicas invasivas, na comparação com indivíduos saudáveis. No mundo, a pneumonia é uma das principais causas de hospitalização e mortes. E, no Brasil, apenas nos primeiros quatro meses de 2018, a enfermidade provocou a internação de 163.286 pessoas em hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em portadores de HIV, por exemplo, a diminuição da capacidade das células de defesa provocada pelo vírus faz com que o paciente apresente um risco de contrair pneumonia até 100 vezes maior em relação a pessoas sem essa condição. “No caso dos pacientes oncológicos o sistema imune pode ser enfraquecido pela doença e também pelos tratamentos à base de quimioterapia ou radioterapia, que também afetam as células de defesa”, diz a infectologista Cláudia Murta, da Santa Casa de Belo Horizonte.

A utilização de imunossupressores, ministrados para evitar rejeição em pacientes transplantados, também interfere na capacidade imunológica. No caso do transplante de medula óssea, inclusive, o paciente deve ser imunizado novamente, pois o procedimento apaga sua memória imunológica.
Pneumonia
A pneumonia é uma doença respiratória provocada por bactérias, vírus ou fungos. E três a cada 10 casos diagnosticados estão associados à bactéria pneumococo. Portanto, a vacinação contra esse agente é de grande importância, especialmente para os pacientes de risco, e está bem estabelecida nos calendários vacinais do Brasil e do mundo.
Entre as vacinas que podem imunizar esses pacientes contra as pneumonias pneumocócicas está a Prevenar 13, da Pfizer, que oferece proteção contra a pneumonia causada pelos 13 sorotipos de pneumococo mais prevalentes em todo o mundo:1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F. Trata-se, ainda, da única vacina pneumocócica conjugada licenciada para todas as idades no Brasil.
Referências
PELTON SI e al. Rates of pneumonia among children and adults with chronic medical conditions in Germany. BMC Infect Dis. 2015;15(1):470.
WELTE T e al Clinical and economic burden of community-acquired pneumonia among adults in Europe. Thorax. 2012;67(1):71–9.
ORTQVIST A e al. Streptococcus pneumoniae: epidemiology, risk factors, and clinical features. Semin Respir Crit Care Med. 2005;26(6):563–74.
WELTE T et al. Thorax, volume 67(1), pages 71-79, 2012.

Fonte: Pfizer

Drogaria é condenada a pagar R$ 373 mil por fraudes no Programa Farmácia Popular

Para utilizar o Programa Farmácia Popular, o cidadão deverá comparecer a um estabelecimento credenciado, apresentando documento oficial com foto e número do CPF, além de receita médica dentro do prazo de validade. FOTO: MOISÉS BRUNO

A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve na Justiça Federal a condenação de uma drogaria na cidade de Barbacena (MG) e de sua proprietária por aplicação irregular de recursos públicos federais destinados ao Programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde. A Vara Federal de São João Del Rei (MG) condenou as envolvidas a ressarcir a quantia de R$ 373 mil aos cofres públicos, além de pagar custas processuais e honorários estipulados em 10% do valor da causa.

As irregularidades foram cometidas entre abril de 2008 e agosto de 2014. De acordo com a AGU, consistiam na ausência de documentação relativa aos cupons fiscais dos remédios; na entrega de medicamentos para pessoas diferentes das registradas nos cupons – com possível falsificação de assinaturas; na ausência de assinatura dos usuários do medicamento em alguns cupons; na entrega de remédios em quantidade superior à utilizada pelos usuários; no fornecimento de medicamentos não utilizados pelo titular do CPF cadastrado; e na distribuição aos clientes de cartões de fidelidade em nome do Programa Farmácia Popular, o que é proibido pela legislação.

Medicamentos gratuitos

Atualmente, o Programa “Aqui tem Farmácia Popular” funciona por meio do credenciamento de farmácias e drogarias comerciais, e oferece medicamentos gratuitos para hipertensão (pressão alta), diabetes e asma, além de medicamentos com até 90% de desconto indicados para dislipidemia (colesterol alto), rinite, Parkinson, osteoporose e glaucoma. Ainda pelo sistema de copagamento, o programa oferece anticoncepcionais e fraldas geriátricas.

Para utilizar o Programa Farmácia Popular, o cidadão deverá comparecer a um estabelecimento credenciado, apresentando documento oficial com foto e número do CPF, além de receita médica dentro do prazo de validade.

A farmácia vai verificar os dados do cliente e da receita e, em seguida, acessar o sistema de vendas para processar a dispensação do medicamento ou fraldas geriátricas. Após efetuada a venda, serão emitidos dois cupons: fiscal e vinculado.O cupom vinculado deverá ser obrigatoriamente assinado pelo próprio usuário, assim como o endereço deverá ser preenchido no momento da compra. Serão emitidas duas vias, uma para o consumidor e outra para a farmácia.

O consumidor que quiser consultar quais compras foram feitas em seu CPF pode ligar gratuitamente para o Disque-Saúde pelo número 136 ou baixar o aplicativo e-SAÚDE em seu celular. Ao clicar no nome de cada medicamento, é possível verificar a razão social da farmácia em que o medicamento foi retirado, em qual município ocorreu a venda e o valor pago correspondente à parcela do Ministério da Saúde e à parcela paga pelo cidadão (quando for o caso), bem como a data da próxima retirada.

Fonte: Extra

CFF adverte: Antes de usar hidroclorotiazida, consulte o farmacêutico

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Em nota publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta terça-feira, dia 4 de dezembro, a agência alertou profissionais da saúde sobre o risco de câncer de pele com o uso de hidroclorotiazida.

A hidroclorotiazida é um diurético indicado para o tratamento de hipertensão arterial sistêmica, edema associado à insuficiência cardíaca, renal ou hepática, entre outras doenças. Esse medicamento faz parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), consta do esquema de tratamento da hipertensão arterial recomendado pelo Ministério da Saúde (Caderno de Atenção Básica nº 37) e é disponibilizado gratuitamente para pacientes atendidos pelo SUS. No Brasil, é encontrado sob inúmeros nomes comerciais, além do nome genérico, e é utilizado amplamente pela população brasileira.

O alerta da agência brasileira se fundamentou na nota informativa da agência reguladora europeia (European Medicines Agency – EMA), em estudos epidemiológicos e em dados de farmacovigilância europeus e brasileiros que apontaram que pacientes em uso contínuo e prolongado de hidroclorotiazida poderiam ter risco aumentado de câncer cutâneo não-melanocítico.

Além disso, outras autoridades reguladoras, tais como a agência do Reino Unido (The MedicinesHealthcare products Regulatory Agency – MHRA) e a agência espanhola (Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios – AEMSP) já haviam se manifestado sobre o tema com publicação de alertas sanitários e inclusão de notas sobre segurança nas bulas dos medicamentos contendo este fármaco.

A Anvisa tomou duas medidas sanitárias importantes: emitiu o Alerta Sanitário com vistas a informar aos profissionais da saúde e aos pacientes sobre o risco de câncer, e solicitou aos fabricantes da inclusão imediata de informações adicionais sobre segurança nas bulas de todos os medicamentos que contêm hidroclorotiazida, tanto os de marca quanto os genéricos e similares.

O Conselho Federal de Farmácia (CFF),  por meio do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim), recomenda aos farmacêuticos que informem aos pacientes em uso de hidroclorotiazida, especialmente aqueles que fazem uso prolongado e/ou de doses elevadas, de que isso pode aumentar o risco de ocorrência de alguns tipos de câncer de pele e no lábio (câncer de pele não-melanocítico).

Aos farmacêuticos que acompanham pacientes com antecedentes de câncer de pele não-melanocítico, o CFF recomenda que os encaminhem para reavaliação médica para verificar a possível ocorrência de alterações cutâneas e para reconsideração do tratamento.

Aos pacientes, o farmacêutico deve informar sobre as precauções a serem observadas tais como, limitar a exposição excessiva ao sol e/ou aos raios ultravioleta e a usar fotoproteção adequada.

Além disso, os pacientes devem observar periodicamente a pele e procurar um especialista para avaliação, em caso do aparecimento de lesões cutâneas suspeitas ou mudanças de aspecto de lesões já existentes.

Paciente, consulte o seu farmacêutico antes usar hidroclorotiazida

Nota da Gerência de Farmacovigilância (Anvisa) – https://bit.ly/2RDno6b

 

Fonte: Cebrim/CFF
Autor: Comunicação