REFLUXO GASTROESOFÁGICO: NÃO CONFUNDA OS SINTOMAS E ALIVIE COM REMÉDIOS NATURAIS

Refluxo gastroesofágico

 

O refluxo gastroesofágico é uma doença que atinge cerca de 20 milhões de brasileiros. Seus sintomas variam de queimação a dor no peito. Isso faz com que o diagnóstico seja impreciso, pois os sintomas do refluxo confundem-se com o de outras doenças. Neste artigo, vamos falar sobre o que é o refluxo gastroesofágico, quais os sintomas, tratamentos e como conciliar os remédios naturais com o tratamento médico.

O que é refluxo gastroesofágico?

doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) tem esse nome, pois ela ocorre no esôfago (tubo que liga a boca ao estômago).

O refluxo acontece quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago, seja porque a válvula não funciona bem, ou porque a pessoa sofre com hérnia de hiato.

A hérnia de hiato é formada devido à uma fraqueza do diafragma, fazendo com que parte do estômago suba para o esôfago. Essa anomalia faz com que o conteúdo ácido do estômago cause feridas no esôfago.

De acordo com o gastroenterologista Tomás Navarro, essa doença atinge cerca de 30 milhões de pessoas, sendo 20% da população adulta no mundo.

Os fatores que mais desencadeiam essa doença são:

  • Obesidade;
  • Ingestão excessiva de álcool;
  • Fumar;
  • Ingerir muito líquido durante as refeições;
  • Comer em excesso;
  • Dormir após ter comido em excesso;

Sintomas

De acordo com o Dr. Dráuzio Varella, os sintomas do refluxo gastroesofágico podem ser confundidos com os de várias doenças. Por exemplo:

  • Dor forte no meio do peito = ataque cardíaco;
  • Tosse intermitente = doenças pulmonares;
  • Queimação e azia = gastrite;
  • Dor de garganta = infecções virais.

Todos esses sintomas estão relacionados com o refluxo gastroesofágico. Muitas pessoas que sentem azia, por exemplo, acabam tomando antiácido várias vezes, achando que o problema já está resolvido. Essas pessoas sofrem com os sintomas durante anos, tratando de forma incorreta. Por isso, é muito importante procurar o especialista correto para fazer os exames necessários e detectar corretamente a doença.

Tratamentos

Os tratamentos indicados para quem sofre com refluxo gastroesofágico são:

  • Dieta alimentar: evitar frutas cítricas (exceção ao limão), cebola, tomate, bebidas gaseificadas ou com cafeína, café, chocolate, comidas apimentadas, gordurosas ou fritas e chás com teor alto de teína (fique de olho na alimentação em geral para descobrir o que pessoalmente te faz mal).
  • Mudanças no estilo de vida: parar de fumar, controlar o peso, reduzir o consumo de álcool, não exagerar na comida, elevar a cabeceira da cama, não usar roupas e cintos apertados.
  • Medicamentos: variam conforme prescrição médica, mas em geral podem ser omeprazol, pantoprazol, lansoprazol, esomeprazol, cimetidina, ranitidina, famotidina e outros.
  • Cirurgias: laparoscopia, cirurgia onde é criada uma barreira antirrefluxo na parte alta do estômago. Principalmente em pacientes com mais de 90 anos.

Remédios naturais

Quanto aos remédios naturais contra o refluxo, existem várias dicas para melhorar os seus sintomas:

1. Contra a azia e queimação

  • Vinagre de maçã: 1 colher de sopa de vinagre de maçã em meio copo de água fria.
  • Bicarbonato de sódio: 1 colher de café de bicarbonato de sódio em meio copo de água fria.
  • Suco de limão: Meio copo de limonada, sem açúcar, ou meio limão espremido, puro.
  • Óleo essencial de hortelã-pimenta: 1 a 2 gotas em meio copo de água fria.

2. Para recompor a mucosa do esôfago

  • Gel de babosa: Uma colher de gel de babosa (Aloe vera) puro ou com mel, antes de cada refeição, até que esteja curado.
  • Suco de batata crua: Tome em jejum e antes de cada refeição o suco de 1 batata crua ralada, até que esteja curado.

3. Para ajudar na digestão

  • Chá de funcho: 4 colheres de semente de funcho ferver em 1 litro de água. Tomar uma xícara, morno ou frio, entre as refeições.

4. Para prevenir refluxo e azia

  • Maçã: Comer uma maçã após as refeições.
  • Amêndoas: Comer um punhado de amêndoas após as refeições.
  • Alcaçuz: Mastigar um pedaço de raiz de alcaçuz após as refeições.

Cuidar da saúde não significa apenas ir ao médico e tomar remédios, mas sim cuidar de tudo o que entra no seu corpo, bem como a maneira com que faz uso dele. Por isso, respeite os sinais que o seu corpo apresenta, coma o suficiente e com qualidade, ouça o que ele diz. Fazendo dessa forma, dificilmente você enfrentará problemas de saúde como esse.

Fonte: Greenme

Além do Dorflex e Aspirina, você nunca deveria tomar esses remédios sem receita médica

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A automedicação é um hábito comum em mais de 70% dos brasileiros, de acordo com uma pesquisa do ICTQ, o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade. Remédios mais comuns para dores simples são considerados inofensivos, porém podem trazer diversos riscos para a saúde.

Mesmo que seja recomendado tomar qualquer medicamento somente com prescrição médica, é muito difícil alguém correr para um pronto-socorro quando está com dor de cabeça, sendo assim a maioria das pessoas tem uma mini-farmácia com medicamentos para diversas situações.

O caminho mais fácil para enfrentar algum problema é deixar de ler a bula, pois alguns componentes, quando cominados com outros medicamentos, podem se tornar altamente nocivos, enquanto outros podem ser prejudiciais a longo prazo. Confira alguns remédios que podem ser muito perigosos

Aspirina: pacientes idosos, com hipertensão, diabetes ou doenças dos rins devem evitar tomar esses remédios, pois o uso prolongado pode trazer problemas intestinais. Paracetamol, o componente do Tylenol podem causar graves danos ao fígado, uma vez que ao ser metabolizado ele se transforma em uma substância tóxica que pode sobrecarregar o órgão.

Vitaminas: pessoas que tomam muita vitamina podem sofrer de um efeito chamado hipervitaminose, que é o acúmulo de vitaminas no corpo. Os sintomas são irritabilidade, fraqueza, vômitos, osteoporose, arritmia cardíaca, perda de cabelo e danos no fígado.

Antiácido: o uso desse remédio pode reduzir a absorção de nutrientes e diminuir as defesas do estômago.

Dipirona: os sintomas ao alérgico desse composto pode ser desde coceira, dificuldade para respirar ou até choque anafilático, queimaduras e bolhas.

Dorflex, que tem em sua composição a dipirona, pode trazer esses e outros problemas, como tremores, delírios e até a morte.

Descongestionante nasal: os medicamentos que são compostos por cloridrato de nafazolina faz com que o organismo se acostume com as doses frequentes.

Torsilax: o remédio que tem em sua composição o paracetamol, diclofenaco sódico, carisodopol e cafeína, pode provocar danos nas mucosas do trato digestivo.

Diuréticos: o uso prolongado desse medicamento por conta própria pode causar a desidratação pela eliminação do potássio.

Antialérgicos: a longo prazo eles podem ocasionar alteração na pressão arterial e úlceras.

Omeprazol: seu uso com freqüência causa o chamado efeito-rebote que gera na excessiva produção do suco gástrico, aumenta o risco de infecções e dificulta a absorção de nutrientes.

 

Fonte: 1News com informações do ICTQ

Hipertensão na adolescência dobra risco de doença renal na vida adulta

Hipertensão na adolescência dobra risco de doença renal na vida adulta Pesquisa avaliou dados de mais de 2,6 milhões de jovens e constatou que chance de futura insuficiência renal aumenta independetemente do peso Jovens hipertensos podem se tornar adultos com insuficiência renal

É considerado hipertenso quem apresenta pressão arterial acima de 14 por 9

Pixabay

A hipertensão na adolescência dobra o risco de doença renal na vida adulta, independentemente do peso ou da gravidade da hipertensão. Isso é o que demonstrou um estudo realizado por pesquisadores israelenses e publicado no periódico médico Jama (Jornal da Associação Médica Americana).

Foram analisados dados de mais de 2,6 milhões de jovens candidatos ao serviço militar de Israel de 16 a 19 anos, a maioria do sexo masculino, entre 1967 a 2013. Entre eles, quase 8 mil apresentavam diagnóstico de hipertensão. Cerca de 20 anos depois, 2.189 desenvolveram doença renal com necessidade de diálise ou transplante renal.

A pesquisa ainda mostrou que cerca de metade dos jovens com hipertensão tinha sobrepeso ou obesidade, comprovando seu fator de risco para futuras doenças renais.

No entanto, mesmo com o controle do IMC (índice de massa corpórea), a hipertensão na adolescência duplicou o risco de doença renal na vida adulta.

O risco foi semelhante mesmo quando os jovens com hipertensão grave foram excluídos da análise.

Um dos autores do estudo, o médico Ehud Grossman, do Centro Médico Chaim Sheba, em Israel, alertou em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times que adolescentes com hipertensão devem ser tratados.

“Não ignore a hipertensão em jovens”, afirmou. “Se você não a trata, aumenta o risco não apenas para doenças renais, mas também para acidentes vasculares cerebrais e doenças cardiovasculares”, completou.

Hipertensão é uma doença

Hipertensão arterial é o termo médico que se usa à alta pressão que exerce o coração para o sangue para passar pelas artérias. É considerada uma doença, sendo a principal causa de infarto e outras cardiopatias – as que mais matam no Brasil. Cerca de 300 milhões de pessoas morrem por ano dessas doenças.

É considerada hipertensa a pessoa que apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg x 90mmHg) ao ter pressão arterial medida em repouso.

A hipertensão é a causa de 60% dos infartos e 80% dos AVCs (acidente vascular cerebral), segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Além da hipertensão, os outros fatores de risco das cardiopatias são o colesterol alto e o diabetes. De acordo com a SBC, 94% das pessoas que sofrem de hipertensão não têm a doença controlada.

Fonte: Portal R7

My Pharma lança consulta DCB gratuita e instantânea

My Pharmastartup paranaense especializada em sistemas digitais de delivery para farmácias, acaba de lançar a  ferramenta ConsultaDCB. O acesso é gratuito e facilita o trabalho de pesquisa do código de Denominação Comum Brasileira, nomenclatura dos fármacos ou princípios ativos aprovados pela Anvisa em utilização no Brasil. “Com a ferramenta, basta digitar o princípio ativo para obter o código ou inserir o número do DCB na barra de buscas para conhecer o princípio ativo”, explica Carlos Henrique Soccol, diretor da My Pharma.

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Desde que foi ao ar, a plataforma já é utilizada pelos farmacêuticos de redes como a Farmácia Estrela e as Farmácias Medicinal, de Cascavel.  A empresa também fechou parceria com o Sindicado dos Farmacêuticos do Estado do Paraná (Sindifar-PR) para divulgação aos 1.200 profissionais associados à entidade e desde que foi ao ar o número de acessos está subindo exponencialmente.

A My Pharma foi fundada em 2016 como um Market place para farmácias. Em setembro de 2018 a empresa mudou seu foco de atuação e passou a atuar com customização de sites para entrega de pedidos online, além de suporte e consultoria em marketing digital. “Atendemos redes regionais e independentes de todo o país e até o momento já contamos com 50 clientes”, finaliza Soccol.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Homem quase morre após ficar com “sangue branco”

Sangue do paciente alemão ficou branco como leite (Foto: Koehler et al., Annals of Internal Medicine, 2019)

SANGUE DO PACIENTE ALEMÃO FICOU BRANCO COMO LEITE (FOTO: KOEHLER ET AL., ANNALS OF INTERNAL MEDICINE, 2019)

Um homem de 39 anos chegou ao Hospital Universitário de Colônia, na Alemanha, com tanta gordura nas veias sanguíneas que seu sangue ficou grosso e branco como leite. Segundo os médicos, a condição poderia tê-lo matado, caso um tratamento milenar não tivesse sido aplicado.

O relatório do caso, publicado no Annals of Internal Medicine, apontou que o paciente teve hipertrigliceridemia, doença marcada pelos altos níveis de moléculas de triglicerídeos gordurosos no sangue. Normalmente, o tratamento é a plasmaferese, técnica que filtra os triglicéridos e outras substâncias do plasma. Para o rapaz, contudo, esse processo não funcionou: o sangue dele acabou entupindo a máquina de plasmaferese duas vezes.

Os médicos relataram que nunca haviam visto algo parecido. Por isso, foram buscar uma alternativa para ajudar o paciente.

Em média, o nível normal de triglicérides no sangue de uma pessoa é inferior a 150 miligramas por decilitro (mg / dL). Uma leitura alta seria de 200 a 499 mg / dL, enquanto 500 mg / dL seria considerada uma taxa “muito alta”. No caso tratado no Hospital Universitário de Colônia, porém, o sangue do homem estava completamente congestionado, com uma contagem que chegava a 36 vezes mais alta: cerca de 18.000 mg / dL.

O paciente sentia náuseas, tinha vômitos, dores de cabeça e agonia. De acordo com especialistas, esses sintomas são da Síndrome da Hiperviscosidade, na qual o sangue anormalmente espesso pode, em casos graves, desencadear convulsões e coma. Eles acreditam que o rapaz desenvolveu o problema por causa da sua obesidade, da resistência à insulina, e de uma possível predisposição genética. Além disso, ele tinha diabetes, mas não tomava os remédios regularmente. Inicialmente, a hipótese dos médicos era que ele havia desenvolvido cetoacidose, complicação grave do diabetes.

Como a plasmaferese não foi possível, os especialistas escolheram uma opção muito mais antiga de tratamento, praticada nos séculos 18 e 19. Trata-se da sangria terapêutica, que retira sangue do corpo como se fosse para doação, mas descarta o líquido.

Segundo o portal Science Alert, a técnica era usada no Egito Antigo, 3 mil anos atrás. Atualmente, contudo, a sangria é vista como uma forma de pseudociência que causou mais danos do que benefícios aos pacientes.

Na unidade de terapia intensiva do Hospital Universitário de Colônia, os médicos acabaram retirando dois litros de sangue do homem, substituindo-o por um suprimento concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e uma solução fisiológica salina.

O tratamento funcionou, diminuindo os níveis de triglicerídeos. No quinto dia de internação, o paciente estava livre de sintomas neurológicos residuais.

Para a equipe médica, esse caso demonstra como a retirada de sangue ainda pode preencher um nicho na medicina do século 21, quando não há outras opções disponíveis. “Se a plasmaferese não pode ser feita devido à extrema hiperviscosidade, nossa experiência demonstra que a sangria com a substituição convencional pode ser uma alternativa eficaz”, explicaram os pesquisadores em nota. “Até onde sabemos, este é o primeiro relatório a descrever este procedimento.”

Fonte: Revista Galileu

Rede de Drogaria Venancio: Muito além da venda de remédios

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Com praticamente uma farmácia a cada esquina, como as redes fazem para se destacar e conquistar clientes? Seria o preço o maior atrativo? Com 67 lojas espalhadas pelo Rio, o presidente da Drogaria Venancio, Armando Ahmed, diz que é preciso pensar além da venda de medicamentos e oferecer serviços que melhorem a qualidade de vida do consumidor.

Com tantas farmácias no Rio, qual a estratégia da Venancio para se destacar no setor?

A prioridade é oferecer a melhor experiência para o cliente em cada ponto de venda. O atendimento é de forma diferenciada e personalizada, em ambiente acolhedor e oferecendo variedade em produtos. Além disso, a Venancio cuida da saúde e do bem-estar dentro e fora da drogaria. A rede conta com projetos sociais amplamente reconhecidos na cidade, como o Saúde na Praça, que oferece exercícios físicos gratuitos para mais de 1.500 idosos em quatro bairros do Rio. Outra ação importante é a Blitz da Saúde, evento semanal que disponibiliza serviços de saúde gratuitamente, como aferição de pressão arterial e medição de glicose, nas lojas da rede e em praças.

O preço é o fator mais determinante na fidelização do cliente de farmácia?

Vamos além da venda do medicamento. Queremos estar perto das pessoas, oferecendo serviços que contribuam para uma melhor qualidade de vida. O valor não está no preço dos produtos, mas no diferencial do atendimento, como, por exemplo, o trabalho das nossas dermoconsultoras, que auxiliam na jornada de compra do shopper (aquele que compra um produto que vai ser consumido por outro), oferecendo mais detalhes sobre os produtos, promovendo experimentação e serviços. Assim como temos o cuidado em prestar o melhor atendimento, buscamos oferecer as melhores promoções para os clientes.

Quais são as ações de marketing previstas para esse ano?

Realizamos inúmeras ações ao longo do ano, buscando oferecer experiências diferenciadas dentro e fora dos pontos de venda, tais como: ações em lojas com experimentação de produtos; análise da pele; presença de nutricionistas dando dicas para o cuidado com a alimentação; penteados; evento com influenciadoras digitais; ativações promocionais com a entrega de brindes; participação em eventos nos segmentos de saúde e de beleza; e promoções exclusivas, entre outras ações.

Em setembro, a rede completará 40 anos e a ocasião do aniversário será um dos momentos mais importantes do ano. Para celebrar a data, a Venancio vai oferecer variados serviços com o objetivo de reforçar os principais pilares da marca: saúde, beleza e bem-estar. Podemos destacar a realização da 6ª Corrida Venancio pela Saúde, para 5 mil pessoas, que vai contar com uma grande promoção de vendas.

Fonte: Jornal do Brasil

Quais são os medicamentos mais eficazes para tratar a ansiedade?

ansiedade

O Brasil é o país com o maior número de indivíduos que sofrem com o transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Segundo dados a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ansiedade atinge 264 milhões de pessoas em todo mundo, entre eles 18 milhões de brasileiros (9,3% da população). O tratamento farmacológico é uma opção eficaz, mas a variedade de drogas pode gerar dúvidas no momento da prescrição. Um novo artigo do Lancet comparou a eficácia dos principais medicamentos disponíveis no mercado.

Para isso, pesquisadores realizaram uma revisão sistemática e meta-análise de estudos randomizados em pacientes adultos ambulatoriais com transtorno de ansiedade generalizada identificados a partir das bases do MEDLINE, Web of Science, Cochrane, ClinicalTrials.gov, Chinese National Knowledge Infrastructure (CNKI), Wanfang data, FDA e registros farmacêuticos comerciais. Os desfechos primários foram eficácia (medida com a Escala de Ansiedade de Hamilton) e aceitabilidade (descontinuações do estudo por qualquer causa).

Tratamento para ansiedade

No total, os pesquisadores selecionaram 89 estudos com 25.441 pacientes e 22 drogas:

  • Agomelatina
  • Benzodiazepina
  • Bupropiona
  • Buspirona
  • Citalopram
  • Duloxetina
  • Escitalopram
  • Fluoxetina
  • Hidroxizina
  • Imipramina
  • Maprotilina
  • Mirtazapina
  • Ocinaplon
  • Opipramol
  • Paroxetina
  • Pregabalina
  • Quetiapina
  • Sertralina
  • Tiagabina
  • Venlafaxina
  • Vilazodona
  • Vortioxetina

Tratamento para ansiedade deve continuar por, no mínimo, 1 ano após melhora clínica

Evidências mais fortes

Duloxetina (diferença no escore de Hamilton: ‐3,13, IC de 95%: -4,13 a -2,13), pregabalina (Hamilton: -2,79, IC de 95%: -3,69 a -1,91), venlafaxina (Hamilton: -2,69, IC de 95%: 3,50 a -1,89), e escitalopram (Hamilton: -2,45, IC de 95%: -3,27 a -1,63) foram mais eficazes do que o placebo com relativamente boa aceitabilidade.

Outros achados

Mirtazapina, sertralina, fluoxetina, buspirona e agomelatina também foram eficazes e bem toleradas, mas esses achados foram limitados por amostras pequenas. A quetiapina (Hamilton: ‐3,60, IC de 95%: ‐4,83 a -2,39) teve o melhor resultado na Escala de Ansiedade de Hamilton, mas foi mal tolerada (odds ratio: 1,44, IC de 95%: 1,16 a 1,80) quando comparado com placebo. Paroxetina e os benzodiazepínicos também foram eficazes, mas pouco tolerados.

Conclusões

Os resultados apoiam a recomendação geral de que os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e noradrenalina são os principais agentes no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada.

Referências:

Fonte: PEBMED