Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de diabetes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana, o registro do produto Ozempic (semaglutida),  indicado para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2.

O produto poderá ser usado como auxiliar à dieta e exercícios, em monoterapias, ou quando o antidiabético metformina for considerado inapropriado para o paciente, devido à intolerância ou contraindicações. Também poderá ser usado somado a outros medicamentos para o tratamento da doença.

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Segundo informações do fabricante, o Ozempic é apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para administração semanal.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 13 milhões de pessoas vivem com diabetes no Brasil. Para o Ministério da Saúde, o tratamento correto da doença significa manter uma vida saudável, evitando diversas complicações que surgem em consequência do mau controle da glicemia.

Fonte: ANVISA e Portal do Holanda

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Conheça as condições para doar Sangue

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Documentos necessários à doação de sangue

Para doar sangue é necessário apresentar um documento oficial de identidade que contenha foto, filiação e assinatura: carteira de identidade, carteiras de Conselhos de Classe reconhecidos oficialmente, carteira de trabalho, certificado de reservista, passaporte, carteira nacional de habilitação (somente o modelo com foto). Documentos que possuem validade, como o passaporte e a carteira de habilitação, somente serão aceitos dentro do seu período de validade.

Critérios gerais

Idade

Podem doar sangue pessoas entre 18 e 65 anos, 11 meses e 29 dias.

Peso

A doação de sangue é realizada considerando-se um volume máximo por quilo de peso. Para mulheres, o volume máximo é de 8ml /kg e, para os homens, 9ml/kg. A coleta é também proporcional ao volume de anticoagulante em cada bolsa de coleta, razão que limita a coleta de volumes menores de sangue.

Homens: 450ml

Mulheres até 54,9kg: 410ml

Mulheres com 55 kg ou mais: 450ml

O peso será verificado no momento da doação e será descontado 1 kg referente ao peso da roupa.

Estado geral

O candidato à doação deve comparecer em condições plenas de saúde. Assim, se estiver apresentando qualquer sintoma, mesmo que leve, deverá aguardar a melhora para então procurar uma unidade de coleta. Lembrando que a doação é um gesto que permite salvar vidas, mas que não deve e não pode prejudicar a saúde do doador.

Nutrição

O candidato a doador deve se encontrar em boas condições nutricionais, a fim de que seu organismo possa responder adequada e prontamente à doação de sangue. O sangue doado é rapidamente reposto, a partir das reservas de líquido, vitaminas e minerais do corpo. Por isso, caso haja algum déficit protéico-calórico ou vitamínico, deve-se aguardar a normalização do estado nutricional para doar sangue. Caso se observe uma perda rápida de peso acima de 10% do peso inicial, é preciso aguardar três meses após a estabilização para a doação de sangue, mesmo que não se tenha utilizado medicamentos. Se houver perda de peso, sem que a pessoa tenha se submetido a dietas ou condicionamento físico, recomenda-se procurar o médico para averiguar o motivo.

Temperatura

O doador deve estar sem febre. A temperatura será aferida no momento da triagem e não poderá exceder 37° C.

Frequência cardíaca / pulso

Serão avaliados pelo médico. Devem ser regulares e estar entre 60 e 100 batimentos / pulsação por minuto. Fora destes limites, apenas a critério médico.

Pressão arterial

Será aferida no momento da doação. A pressão sistólica (máxima) não poderá exceder 180mmHg ou estar abaixo de 90mmHg; a pressão diastólica (mínima) não poderá exceder 100mmHg ou estar abaixo de 60mmHg. É oportuno lembrar que a pressão arterial pode modificar-se rapidamente em resposta a exercícios físicos e ansiedade. Assim, não fazer esforço vigoroso antes de doar e permanecer tranquilo antes e durante a entrevista evitará que a doação não se efetive devido a uma alteração aguda da pressão arterial.

Candidato portador de hipertensão arterial

Essas pessoas somente poderão doar sangue se estiverem em uso de uma única classe de medicamento que não contraindique por si só a doação (excluindo também medicamentos com associações em suas fórmulas), apresentando níveis pressóricos controlados e sem lesões em órgãos alvo (por exemplo, coração, rins, olhos). Para avaliar tais condições, será necessário, portanto, que o candidato à doação apresente relatório do seu médico assistente comprovando o controle clínico adequado. No dia da doação, a pressão arterial será aferida e a doação apenas será realizada se a máxima estiver abaixo de 140mmHg e a mínima abaixo de 90 mmHg.

Repouso

O candidato deve ter dormido, pelo menos, quatro horas. Idealmente, deve ter dormido dentro do seu habitual, sentindo-se descansado no momento da doação.

Sintomas comuns

  • febre (pico isolado) sem outros sintomas associados: aguardar sete dias após a melhora do sintoma;
  • febre persistente de origem indeterminada: aguardar diagnóstico ou, no mínimo, três meses sem febre;
  • diarreia sem necessidade de uso de antibióticos: aguardar sete dias após a melhora dos sintomas;
  • gripe ou resfriado: aguardar sete dias após a melhora dos sintomas.

Alimentação

Para doar sangue o candidato não poderá estar em jejum. Se for doar pela manhã, fazer uma refeição leve, sem gorduras, como café, bolo, pão, cereais e frutas, por exemplo. Após almoço, jantar ou refeições com conteúdo mais gorduroso deve-se aguardar três horas para efetuar a doação. Após refeições gordurosas ou copiosas será necessário aguardar quatro horas. Refeições com elevado índice de gordura, como a feijoada, podem interferir na execução dos exames; assim, sugerimos que nesta situação a doação seja realizada no dia seguinte.

Anemia

O candidato aprovado na triagem clínica para doação será submetido, também, a um exame prévio para identificação de anemia. Os valores mínimos e máximos do micro-hematócrito para liberação da doação são os seguintes:

  • Homens: maior ou igual a 40% e menor ou igual a 55%
  • Mulheres: maior ou igual a 38% e menor ou igual a 54%

Pessoas portadoras de anemia hereditária (transmitida de pais para filhos) não podem doar sangue. Anemias carenciais (por deficiência alimentar ou perda excessiva de ferro) impedem a doação por um prazo de seis meses, após a normalização dos exames e término do tratamento.

Portadores do traço falciforme (presença de hemoglobina S associada à hemoglobina A no exame de eletroforese de hemoglobina, característico de familiares de pacientes portadores de anemia falciforme ou drepanocitose) podem doar sangue normalmente. Todo o sangue doado é avaliado para a presença de hemoglobina S e quando é detectada sua presença, o sangue é rotulado a fim de que seja utilizado apenas em pacientes que não possuam contraindicação para recebê-lo. Os portadores de traço falciforme não devem doar plaquetas através do método de aférese.

Uso de Medicamentos

Analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios

O uso de analgésicos comuns não impede a doação; entretanto, o triagista avaliará o sintoma e/ou sinal que motivaram a sua utilização, o que poderá, por si, impedir a doação. Assim, sugere-se que se faça a doação em dias em que não se utilizar medicamentos.

O uso de antitérmicos impede a doação em virtude da febre que motivou a sua utilização. As doenças febris apresentam, cada uma, um período específico para liberação da doação. Deve-se consultar as informações a respeito das doenças infecciosas e reumáticas para esclarecimentos. Febre de origem não determinada e de curta duração exige o prazo de sete dias para que se possa doar sangue.

Anti-inflamatórios contraindicam a preparação de plaquetas por cinco dias e seu uso deve ser informado. A doação exclusivamente de plaquetas está contraindicada nesse período.

Medicamentos anti-inflamatórios: Ácido Acetilsalicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, Sonrisal, Alka Seltzer, Engov), Diclofenacos (Voltaren, Cataflan, Deltaren,Tanderil), Meloxicam (Meloxil, Movatec), Piroxicam (Feldene), Fenilbutazona (Butazolidina, Butazil, Reumazine) e similares.

Antiparasitários

Medicamentos para tratamentos de parasitas intestinais (vermes) comuns não impedem a doação. Algumas doenças que podem acometer outros órgãos além do intestino, como, por exemplo, a esquistossomose; apresentam um prazo de inaptidão variável. Verifique as condições nas informações a respeito das doenças infecciosas.

Anti-hipertensivos 

Portadores de hipertensão arterial somente podem doar sangue se estiverem um uso de uma única classe de medicamento que não contraindique por si a doação (excluindo também medicamentos com associações em suas fórmulas), estando com os níveis pressóricos controlados e sem lesões em órgãos alvo (pEX . coração, rins, olhos). Para avaliar estas condições será necessário, portanto, que o candidato à doação apresente relatório do seu médico assistente comprovando o controle clínico adequado. No dia da doação, a pressão arterial será aferida e a doação somente poderá ser realizada se a máxima estiver abaixo de 140mmHg e a mínima abaixo de 90 mmHg.

As classes de anti-hipertensivos que não impedem a doação são as seguintes:

É contraindicada a suspensão de medicamentos para a realização de doação de sangue.

Assim, o uso das seguintes drogas impede a doação de sangue, exceto se utilizadas em outras situações que não o controle de hipertensão arterial.

Anticoncepcionais/ hormônios de reposição feminina

Não impedem a doação.

Indução da ovulação

Impede a doação por três meses após o término do tratamento.

Antibióticos

Impedem a doação pelo prazo mínimo de sete dias e de acordo com a vida média da droga. Em algumas situações, em virtude da gravidade da doença de base, a liberação para nova doação poderá ocorrer em um prazo superior. Deve-se verificar as informações a respeito das doenças infecciosas para esclarecimento. O tempo de inaptidão será o maior especificado para cada situação.

Corticoides

  • Sistêmicos (comprimidos, xaropes, supositórios ou injetáveis): no mínimo 48 horas após a suspensão. Será avaliada também a doença que motivou seu uso. O tempo de inaptidão será o maior especificado para cada situação.
  • Tópicos (cremes ou pomadas): não contraindica a doação. Será avaliada também a doença que motivou seu uso e esta poderá, por si, impedi-la.

 Medicamentos teratogênicos

Impedem a doação durante o tempo de eliminação pelo organismo. Alguns destes medicamentos requerem um prazo bastante longo em virtude de apresentarem acúmulo no organismo. Veja o tempo de inaptidão na tabela a seguir:

Medicamentos alergênicos

Medicamentos que se caracterizam por provocar reações alérgicas ou anafiláticas impedem a doação pelo tempo de eliminação do organismo, pois alguns estudiosos acreditam que possam causar reações nos receptores.

Anticonvulsivantes

Quando utilizados para controle de epilepsia, impedem a doação definitivamente. Apto após dois anos de interrupção do uso e sem apresentação de sintomas, quando usado para convulsão até os dois anos de idade, ou de origem febril, metabólica ou pós-trauma.

Homeopáticos

Impedem a doação por 24 horas. Será avaliado o motivo da sua utilização que, por si, poderá impedir a doação por um prazo maior.

Fitoterápicos (plantas medicinais)

Impedem a doação por 24 horas. Será avaliado o motivo da sua utilização que, por si, poderá impedir a doação por um prazo maior.

Medicamentos de ação no sistema nervoso central

Candidatos que façam uso crônico de medicamentos com ação no sistema nervoso central devem solicitar ao seu médico relatório informando sua condição clínica atual e liberação para doação de sangue. Não se recomenda a suspensão do uso de medicamentos com o fim de doar sangue.

Menstruação, gravidez, parto, aborto e amamentação

A menstruação por si não impede a doação. Se a pessoa costuma apresentar cólicas intensas, necessitando uso de medicamentos, aconselha-se doar sangue em um dia em que não se esteja com dor. Não se deve doar se a menstruação estiver atrasada ou houver dúvida quanto a uma possível gravidez. A gravidez impede a doação, pois é um período em que o organismo necessita das reservas de vitaminas e minerais para um bom desenvolvimento do feto e que são utilizadas em caso de doação de sangue.

Após um aborto ou parto normal, é necessário aguardar três meses para doar sangue. A cesariana impede a doação por seis meses.

A amamentação impede a doação até que a criança complete um ano.

Tratamento Dentário

Uso de Bebidas alcoólicas

O uso de bebida alcoólica impede a doação por 12 horas, se não houver sintomas relacionados à sua ingestão. Neste caso, é necessário aguardar a normalização para doar o sangue.

Pessoas que fazem uso de bebida alcoólica diariamente, em uma quantidade maior, não devem doar sangue antes da suspensão do hábito por, pelo menos, seis meses e avaliação por um especialista. Esta restrição ocorre porque o uso frequente de bebidas alcoólicas pode afetar o fígado. O fígado doente pode não conseguir produzir adequadamente os fatores de coagulação. Na doação de sangue, a bolsa é fracionada em, pelo menos, três componentes, dentre os quais o plasma fresco congelado (PFC). O PFC é utilizado para repor fatores de coagulação em pessoas que estejam apresentando sangramento anormal. Assim, se o plasma de uma pessoa com doença hepática (doença do fígado) for utilizado, a transfusão pode não funcionar. Além disso, se o doador não estiver produzindo quantidades adequadas de fatores de coagulação, ele também poderá apresentar um sangramento anormal no local da doação, favorecendo ocorrência de hematomas.

Uso de drogas ilegais

História atual ou pregressa de uso de drogas injetáveis ilícitas (ilegais) é contraindicação definitiva para a doação de sangue, pois é relacionado à aquisição de doenças infecciosas.

O uso de cocaína por via nasal (inalação, cheirar) é causa de exclusão da doação por um período de 12 meses, contados a partir da data da última utilização; em virtude da possibilidade de transmissão de agentes infecciosos também por esta via.

O uso de outras drogas será avaliado pelo triagista durante a consulta.

Tatuagem e maquiagem definitiva

A realização de tatuagem ou de maquiagem definitiva impede a doação de sangue por 12 meses. Este procedimento é relacionado a um risco maior de transmissão de alguns agentes infecciosos.

Acupuntura e piercing

A realização de acupuntura por profissionais autorizados (clínicas e profissionais com autorização da Vigilância Sanitária), em condições de antissepsia (adotando normas de procedimentos para redução da ocorrência de infecções), impede a doação por 72h se não houver sinais inflamatórios locais. Quando realizado por profissionais não autorizados ou sem condição da avaliação da antissepsia, impede a doação por 12 meses.

Piercing (aros metálicos aplicados ao corpo): critérios semelhantes aos da acupuntura – três dias quando em condições de antissepsia adequadas e 12 meses quando não for possível avaliar. Este impedimento decorre do risco de transmissão de agentes infecciosos relacionado a estes procedimentos.

Exames (procedimentos) endoscópicos

A realização de exames endoscópicos (através da utilização de tubos flexíveis para avaliação de cavidades do corpo humano) impede a doação por 12 meses.

Cirurgias

Algumas cirurgias impedem a doação de sangue em virtude da perda sanguínea a que o paciente foi submetido; outras, pela doença que gerou a necessidade da cirurgia. A inaptidão é relacionada também à extensão da cirurgia. Abaixo, algumas cirurgias mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Amigdalectomia Apto após três meses.
Anestesia geral Apto após 30 dias considerando-se apenas o procedimento anestésico. Este tempo pode se prolongar dependendo do tipo de cirurgia realizada.
Apendicectomia Apto após três meses.
Artrodese de coluna Apto após seis meses.
Artroscopia Apto após um ano.
Cateterismo cardíaco Apto após 30 dias.
Cintilografia Apto após sete dias.
Cirurgias vasculares complexas (excetuando-se varizes e traumas vasculares periféricos) Inaptidão definitiva.
Cirurgias adenoma prostático Apto após três meses.
Cirurgias cardíacas Inaptidão definitiva.
Cirurgias de hipófise Inaptidão definitiva.
Cirurgias de paratireoide Apto após seis meses.
Cirurgias de suprarrenal: feocromocitoma Inaptidão definitiva.
Cirurgias de tireoide Apto após seis meses.
Cirurgias dermatológicas de pequeno porte Apto 30 dias após alta.
Cirurgias endoscópicas Apto após um ano.
Cirurgias ginecológicas de grande porte Apto após seis meses.
Cirurgias ginecológicas de pequeno porte Apto após três meses após alta.
Cirurgias malformação renal Sem sequelas funcionais: apto após seis meses.
Cirurgias oftalmológicas com acesso ao SNC Apto após três meses, sem sequelas.
Cirurgias oftalmológicas de pequeno porte (pterígio, catarata, miopia, laser) Apto 30 dias após a alta.
Cirurgias ortopédicas Apto após seis meses.
Cirurgias patológicas benignas da mama Apto após seis meses.
Cirurgias plásticas de médio e grande porte Apto após seis meses.
Cirurgia plástica de pequeno porte Apto após três meses.
Cirurgias urológicas de pequeno porte (vasectomia, fimose, hipo e epispádia) Apto 30 dias após alta.
Cirurgias varizes de mmii Apto após três meses.
Colecistectomia Apto após seis meses.
Colectomia Apto após 1 ano.
Curetagem Apto após seis semanas, se pós-aborto; demais causas, até a cura.
Diu (dispositivo intrauterino) Apto
Enterectomia Inaptidão definitiva.
Enxertos heterólogos de tecidos Apto após um ano.
Esclerose de varizes de mmii Apto três dias após procedimento.
Esplenectomia Inaptidão definitiva.
Esplenectomia pós-traumática Apto após um ano.
Exames com contrastes aéreos Apto após 30 dias.
Exames com contrastes baritado Apto.
Exames com contraste iodado Apto após 30 dias.
Extração cálculos Apto após três meses.
Gastrectomia total e subtotal (incluindo cirurgia bariátrica e colocação do anel) Inaptidão definitiva.
Hemorroidectomia Apto após três meses.
Hepatectomia pós-trauma, doação, malformação Apto após um ano.
Hernioplastia Apto após três meses.
Infiltração articular Apto após 15 dias.
Laminectomia Apto após seis meses.
Laparoscopia Apto após um ano.
Laparotomia branca Apto após três meses.
Lipoaspiração Apto após seis meses.
Litotripsia (a laser) Apto após 30 dias.
Lobectomia Inaptidão definitiva.
Mielografia Apto após 30 dias.
Nefrectomia por patologias que não malformação renal Inaptidão definitiva.
Nefrectomia pós-trauma, doação, malformação Apto após seis meses.
Parto cesariana Apto após seis meses.
Parto normal Apto após 12 semanas.
Pleurostomia Apto após três meses.
Pneumectomia Inaptidão definitiva.
Procedimentos com radioisótopos Apto após sete dias.
Punção articular Apto após 15 dias.
Punção nódulo mamário Aguardar resultado. Avaliar ocorrência de infecção secundária.
Ressecção de aneurisma Inaptidão definitiva.
Ressecção de varizes Apto após três meses.
Simpatectomia Apto após um ano.
Tireoidectomia, cirurgias de tireoide Apto após seis meses.
Toracocentese Apto após seis meses.
Transplante de córnea Inaptidão definitiva.
Transplante de duramater Inaptidão definitiva.
Transplante de órgãos alo e xeno Apto após um ano.
Traumas vasculares periféricos Apto após 30 dias.
Vagotomia super-seletiva Apto após seis meses.


Vacinas

Algumas vacinas são produzidas com microrganismos vivos atenuados (enfraquecidos) que não causam doença em pessoas sadias. Em algumas situações em que a pessoa encontra-se debilitada como, por exemplo, quando está em uso de grandes doses de corticoides, em quimioterapia ou com doenças graves como o câncer, a vacina pode levar à ocorrência da doença. Estas vacinas geram um período de inaptidão maior, com o objetivo de que a resposta imunológica do receptor já tenha eliminado o microrganismo por ocasião da doação.

As vacinas produzidas a partir de microrganismos mortos também impedem a doação, porém, por períodos menores; em virtude da possibilidade de ocorrência de reações adversas nos dias subsequentes à sua administração e de reações cruzadas nos exames sorológicos realizados no sangue doado.

Vacina Tempo de Inaptidão
Vacinas de Vírus ou Bactérias Vivos e Atenuados
Pólio Oral (Sabin) Três semanas
Febre Tifoide Oral
Caxumba (Parotidite)
Febre amarela
Sarampo
BCG
Rubéola Quatro semanas
Varicela (Catapora)
Varíola
Vacinas de Vírus ou Bactérias Mortos, Toxoides ou Recombinantes
Cólera 48 horas
Pólio (Salk)
Difteria
Tétano
Febre Tifoide (Injetável)
Meningite
Coqueluche
Hepatite A
Peste
Pneumococo
Leptospirose
Brucelose
Hemophillus influenzae
Hepatite B recombinante
HPV
Influenza (gripe) Quatro semanas
Outras Vacinas
Soro Antitetânico Quatro semanas
Antirrábica profilática
Antirrábica após exposição animal Um ano
Hepatite B (derivada de plasma)
Imunoterapia Passiva


Doenças

Câncer

Em qualquer parte do corpo, impede a doação de sangue em definitivo; exceto se for carcinoma “in situ” do colo do útero ou carcinoma basocelular (tipo de tumor de pele).

Da pele

O triagista irá avaliar a localização e extensão das lesões, além da causa. Algumas doenças podem impedir a doação pelo risco de contaminação do sangue no momento da coleta; outras, por apresentarem uma reação sistêmica. A seguir, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças dermatológicas poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Abscessos Apto 15 dias após término do tratamento.
Acne comum Apto.
Acne rosácea Apto 30 dias após término do tratamento.
Cisto pilonidal Inapto por 15 dias
Eczema alérgico intenso ou grave Apto seis meses após a cura.

Eczemas alérgicos leves: apto sete dias após o término das manifestações clínicas ou do tratamento.

Erisipela Apto após 14 dias do término do tratamento.
Eritema nodoso infeccioso Apto após três meses da cura.
Eritema nodoso não infeccioso Se não houver contraindicação definitiva pela doença de base (p ex: Crohn, sarcoidose), apto após seis meses.
Eritema polimorfo (associado à reação medicamentosa) Inaptidão definitiva.
Eritrodermias Apto seis meses após a cura.
Gangrena Inapto, pelo menos, seis meses após término do tratamento, de acordo com a doença de base.
Lesões de pele no local da punção venosa Inapto até cura.
Líquen plano Apto seis meses após a cura.
Micoses Apto desde que não haja acometimento no local de punção.
Pênfigo Inaptidão definitiva.
Psoríase Pequeno comprometimento estritamente cutâneo, local de venopunção sem lesões, sem uso de medicamentos: Apto.

Manifestação sistêmica, como hemangioma, extensa ou em uso de medicamentos: inaptidão definitiva.

Ptiríase rósea Apto.
Ptiríase versicolor Apto, desde que não haja acometimento no local de punção.
Radiodermatite Inaptidão de acordo com a doença de base
Úlcera arterial Inaptidão definitiva.
Verruga comum Apto.
Vitiligo Apto.


Do aparelho digestivo (esôfago, estômago, intestinos, fígado)

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças gastrointestinais poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Cirrose hepática Inaptidão definitiva.
Colite pseudomembranosa Aguardar 30 dias após término do tratamento.
Colite ulcerativa Inapto definitivo
Diarreia aguda inespecífica Avaliação de acordo com a etiologia e condição clínica do candidato. Apto sete dias após a cura, sem repercussão clínica.
Diarreia aguda Diarreia de provável origem viral: apto após sete dias. Provável origem bacteriana: Apto após 15 dias. Gastroenterite: ver item correspondente.
Diarreia crônica De acordo com etiologia
Diarreia persistente De acordo com etiologia
Divertículos Assintomático: apto. Crise aguda sem internação: 30 dias após término do tratamento. Com internação: 3 meses após término do tratamento.
Doença de Crohn Inaptidão definitiva.
Esofagite crônica Tratamento inicial: aguardar 30 dias. Tratamento de manutenção e assintomático: apto.
Estenose esofagiana Inapto definitivo.
Gastrite aguda Se não houve hemorragia e/ou realização de endoscopia, aguardar 15 dias. Caso contrário, será considerado tempo de inaptidão relativo à endoscopia.
Gastrite crônica Liberação de acordo com etiologia. Se inespecífica: considerado tempo de inaptidão relativo à endoscopia.
Gastroenterite aguda Aguardar 15 dias após cura.
Hepatite medicamentosa Apto seis meses após a cura. Será avaliada também a realização de procedimentos endoscópicos e cirúrgicos
Hérnia hiatal Na ausência de esofagite não há contraindicação.
Hipertensão porta Inapto definitivo
Icterícia de etiologia desconhecida Inapto definitivo
Infarto mesentérico Inaptidão definitiva.
Litíase biliar Apto 30 dias após última crise de cólica biliar.
Pancreatite aguda, inclusive medicamentosa Apto seis meses após recuperação. Será avaliada também a realização de procedimentos endoscópicos e cirúrgicos.
Pancreatite crônica Inaptidão definitiva.
Pólipos intestinais Será avaliada realização de colonoscopia.
Retocolite ulcerativa Inaptidão definitiva.
síndrome de Gilbert Assintomático, apto. Sintomático: aguardar 15 dias.
Trombose da veia porta Inaptidão definitiva.
Úlcera gástrica e duodenal Apto após 30 dias do término do tratamento. Será considerado tempo de inaptidão relativo à endoscopia.


Do sistema nervoso

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças neurológicas poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Acidente vascular cerebral Inaptidão definitiva.
Aneurismas intracranianos Inaptidão definitiva.
Convulsão febril, metabólica ou pós-trauma Apto após dois anos sem sintomas ou sem medicamentos.
Convulsão por epilepsia Inaptidão definitiva.
Depressão Verificar o item sobre uso de medicamentos. A doença deverá estar controlada.
Derivação ventriculoperitoneal Sem sequela e sem história de infecção recorrente:apto.
Doença de Alzheimer Inaptidão definitiva
Doença de Guillain-Barret Inaptidão definitiva.
Doença de Parkinson Inaptidão definitiva.
Doenças que gerem imputabilidade jurídica Inaptidão definitiva.
Enxaqueca Apto se assintomático e sem uso de medicamentos.
Epilepsia Inaptidão definitiva.
Esclerose em placa Inaptidão definitiva.
Esclerose lateral amiotrófica Inaptidão definitiva.
Esquizofrenia Inaptidão definitiva.
Hematoma sub e extradural Apto após um ano sem sequela e inaptidão definitiva se com sequelas.
Labirintite Apto 30 dias após crise e sem uso de medicamentos.
Leucoencefalites progressivas Inaptidão definitiva.
Lipotímias Se sucessivas ou hipotensão prolongada: inapto até esclarecimento.
Meningite Ver doenças infecciosas.
Miastenia gravis Inaptidão definitiva.
Neurofibromatose Forma maior: inaptidão definitiva. Forma menor: apto, desde que não acometa a área de punção.
Nistagmo/outros movimentos irregulares do olho Avaliar doença de base para definição do tempo de inaptidão
Paralisia cerebral Inaptidão definitiva.
Paralisia de bell Apto.
Psicoses Inaptidão definitiva.
Traumatismo craniano Apto após um seguir ano sem sequela e inaptidão definitiva se com sequelas.

Do aparelho urinário (rins, bexiga)

A seguir, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças do aparelho urinário poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Aborto Aguardar 12 semanas.
Amamentação Inapto até suspensão ou 12 meses após parto.
Atraso menstrual Mulheres em idade fértil devem aguardar ocorrência da menstruação ou comparecer após terem consultado médico e definido diagnóstico. Algumas doenças que causam alteração do ciclo menstrual podem também impedir a doação.
Candidíase Inapto até sete dias após término do tratamento.
Cistite Apto 15 dias após cura sem sintomas.
Cistos renais isolados Apto.
Clamídia Apto após sete dias do tratamento
Climatério independente de reposição hormonal Apto
Cólica nefrética Apto após 30 dias do término do tratamento.
Doenças renais crônicas Inaptidão definitiva.
DST (doenças sexualmente transmissíveis) Apto após um ano do tratamento.
Endometriose Apto
Glomerulonefrite aguda Apto após 30 dias do término do tratamento, sem sequelas.
Gonococcia Apto após um ano do tratamento.
Gravidez Inaptidão temporária. Prazo de liberação de acordo com desfecho.
Herpes simples genital Se a primeira vez que apresenta sintomas, aguardar 12 meses; se for recidiva, apto após cura das lesões.
HPV Apto após cura das lesões.
Insuficiência renal crônica Inaptidão definitiva.
Litíase renal Apto se assintomático e sem uso de medicamentos.
Malformação renal Apto, se não houver alteração funcional.
Menstruação Apto
Nódulo mamário não especificado Avaliação caso a caso para definição do tempo de inaptidão.
Pielonefrite Apto seis meses após a cura sem sequelas.
Punção nódulo mamário Aguardar resultado. Se houver infecção secundária, deverá aguardar 15 dias após a cura.
Rins policísticos Inaptidão definitiva.
Síndrome nefrítica aguda Será avaliada a doença de base para definição do tempo de inaptidão.
Síndrome nefrítica crônica Inaptidão definitiva
Síndrome nefrótica Inaptidão definitiva
Vaginites Apto após sete dias do tratamento
Uretrites Apto 30 dias após a cura, exceto se de origem gonocócica.
Uropatia obstrutiva e por refluxo Será avaliada doença de base para definição do tempo de inaptidão.
Salpingites Apto após três meses, exceto se de origem gonocócica.


Do pulmão, brônquios e traqueia (aparelho respiratório)

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças do aparelho respiratório poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Abscesso pulmonar Apto após 1 ano da cura.
Asma grave Inaptidão definitiva.
Asma leve (menos de 1 crise/trimestre controlada com inalatórios) Apto uma semana após a crise e sem uso de medicamentos.
Bronquite aguda Apto 15 dias após cura.
Corpulmonale Inaptidão definitiva.
Doença pulmonar obstrutiva crônica Inaptidão definitiva.
Fibrose pulmonar idiopática Inaptidão definitiva.
Gripe a (H1N1) ou gripe suína Ver item sobre infecções.
Hipertensão pulmonar Inaptidão definitiva.
Micose pulmonar Inaptidão definitiva.
Otite aguda ou crônica Apto 15 dias após cura.
Pleurite (exceto se tuberculose) Apto seis meses apos tratamento.
Pneumoconioses Inaptidão definitiva.
Pneumonia intersticial Inaptidão definitiva.
Pneumonia por hipersensibilidade (alérgica) Inaptidão definitiva.
Pneumonia tratamento ambulatorial Apto três meses após cura.
Pneumonia tratamento hospitalar Sem drenagem: apto após três meses. Com drenagem: apto após 6 meses.
Pneumonite por drogas (amiodarona, nitrofurantoína, etc) Inaptidão definitiva.
Pneumotórax espontâneo Apto após três meses.
Sinusite aguda ou crônica Apto 15 dias após cura.
Status asmaticus Inaptidão definitiva.
Trauma torácico (contusão pulmonar, hemotórax) Apto após seis meses.
Tromboembolismo pulmonar Inaptidão definitiva.
Tuberculose miliar Inaptidão definitiva.
Tuberculose pulmonar Apto após cinco anos do término do tratamento sem sequelas.


Infecções

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Actinomicose Apto 60 dias após a cura.
Amebíase intestinal Apto após término do tratamento, assintomático.
Amebíase visceral Apto seis meses após tratamento, com sorologia negativa.
Ancilostomíase Apto.
Ascaridíase Apto.
Babesiose Inaptidão definitiva.
Balantidíase Apto após o término do tratamento e na ausência de sintomas
Bartonelose Apto 15 dias após alta.
Blastomicose Inaptidão definitiva.
Borreliose Apto seis meses após a cura.
Botulismo Apto três meses após a cura.
Brucelose Inaptidão definitiva.
Candidíase esofageana, oral Apto 30 dias após alta e definida a causa.
Candidíase genital Ver doenças genitourinárias.
Carbúnculo Apto 15 dias após alta.
Caxumba Apto 21 dias após a cura.
Cisticercose Neurocisticercose: apto após tratamento se nunca teve convulsões. Demais formas: apto após tratamento.
Cisto hidático Inaptidão definitiva.
Citomegalovirose Apto três meses após a cura.
Clamídia Apto 15 dias após a cura.
Cólera Apto três meses após a cura.
Coqueluche Apto 30 dias após a cura.
Dengue clássico Apto 28 dias após a cura.
Dengue hemorrágico Apto seis meses após a cura.
Difteria Apto 15 dias após a cura.
Doença de Chagas Inaptidão definitiva.
Doença de Creutzfeldt-Jakob Inaptidão definitiva.
Doença de Lyme Apto seis meses após a cura.
Doença do Oeste do Nilo Apto 60 dias após a cura.
Echinococose alveolar Inaptidão definitiva.
Encefalites virais agudas Apto seis meses após a cura, se não ficou com sequelas.
Enterovirose Apto após três meses da cura.
Escarlatina Apto 15 dias após a cura.
Esquistossomose hepática Inaptidão definitiva.
Esquistossomose hepatoesplênica Inaptidão definitiva.
Esquistossomose intestinal Apto após tratamento.
Esquistossomose outras formas Apto após tratamento, se não ficou com sequelas.
Estafilococcia Apto 15 dias após a cura.
Estreptococcia Apto 15 dias após a cura.
Febre Amarela Apto após seis meses da cura.
Febre tifoide e paratifoide Apto após três meses da cura.
Febres hemorrágicas Apto após seis meses da cura.
Filariose Inaptidão definitiva.
Gripe A Ou Influenza A (H1N1) ou gripe suína Casos suspeitos ou confirmados: apto 15 dias após o desaparecimento dos sintomas

Avaliar a ocorrência de complicações e considerar o tempo de inaptidão correspondente.

Os contatos de casos confirmados ou suspeitos devem aguardar 15 dias para nova candidatura à doação.

Hanseníase Inaptidão definitiva.
Hbv Infecção Inaptidão definitiva.
Hcv Infecção Inaptidão definitiva.
Hepatite A Apto, se antes dos 10 anos.
Hepatites b, c e d em qualquer idade Inaptidão definitiva.
Hepatite após os 10 anos, independente da sorologia ou hepatite viral após 10 anos de idade Inaptidão definitiva.
Herpes simples labial Apto após cura das lesões
Herpes zoster Aguardar seis meses. Será avaliada possibilidade de imunocomprometimento.
Larva migrans Apto sete dias após tratamento.
Histoplasmose Apto um ano após a cura.
HIV infecção Inaptidão definitiva.
HTLV infecção Inaptidão definitiva.
Infecções de vias aéreas superiores bacterianas Apto 15 dias após cura.
Infecções de vias aéreas superiores virais Apto sete dias após o término do tratamento.
Legionelose Apto três meses após a cura.
Leishmaniose cutânea Apto após seis meses do término do tratamento.
Leishmaniose visceral Inaptidão definitiva.
Leptospirose Apto após seis meses da cura.
Malária Febre Quarta (infecção porPlasmodium malariae) Inaptidão definitiva.
Malária febre terçã Apto após três anos da cura.
Meningite Apto seis meses após a cura, sem sequelas.
Micobactérias atípicas Inaptidão definitiva.
Micoplasma Apto um ano após a cura.
Micoses viscerais Inaptidão definitiva.
Mononucleose Apto após seis meses da cura.
Nocardiose Apto após 60 dias da cura.
Oxiuríase Apto.
Parvovirose Apto seis meses após a cura.
Peste bubônica (Yersinia pestis) Apto seis meses após a cura.
Poliomielite Apto após a cura.
Rickettsioses Apto 15 dias após alta (com normalização dos exames).
Rubéola Apto 14 dias após a cura.
Salmonelose Apto 60 dias após a cura.
Sarampo Apto 21 dias após a cura.
Sars Candidatos provenientes de área endêmica:- assintomático: aguardar três semanas;

– sintomático, provável caso: aguardar três meses após término do tratamento;

– sintomático, caso suspeito: aguardar um mês após término do tratamento;

– sintomático, excluída possibilidade de SARS: seguir normas de triagem de rotina.

Sepse Apto seis meses após a cura.
Sífilis Apto 1 ano após o término do tratamento. IMPORTANTE: será realizado um exame sorológico para detecção da sífilis que poderá ser reativo e impedir novas doações.
Tétano Apto após seis meses.
Toxoplasmose Apto um ano após a cura.
Tricocefalíase Apto.
Triquinose Apto.
Tuberculose Extrapulmonar Inaptidão definitiva.
Varicela Apto 21 dias após a cura.
Yersinia Enterocolítica Apto seis meses após a cura.

Dos olhos

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Conjuntivite Apto uma semana após a cura.
Blefarite Apto uma semana após a cura.
Episclerite Será avaliada doença de base.
Esclerite Será avaliada doença de base.
Glaucoma Apto, se controlado sem medicação. Em uso de medicação: apto após 48hs da suspensão do medicamento.
Hordéolo Apto, uma semana após a cura.
Iridociclite Será avaliada doença de base.
Irite Será avaliada de base.
Neurite óptica Apto, se não estiver em tratamento. Avaliar doenças de base.
Retinopatias Será avaliada doença de base..
Retinose pigmentar Apto.
Ttracoma Apto após 12 meses do tratamento se cura sem cicatrizes.


Do coração e vasos sanguíneos (cardiovasculares)

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Aneurismas grandes artérias Inaptidão definitiva.
Aneurismas pequenas artérias Inaptidão definitiva.
Angina Inaptidão definitiva.
Angioma isolado intracraniano Inaptidão definitiva.
Angioma isolado cutâneo Apto desde que não atinja área de punção.
Angiomas múltiplos Inaptidão definitiva.
Arritmias cardíacas, exceto arritmia sinusal, bradicardia sinusal e do atleta, extrassistolia, taquicardia sinusal e Tpsv Inaptidão definitiva.
Arritmia sinusal (alteração da frequência cardíaca relacionada à respiração) Apto.
Bloqueio de ramo direito Apto, se não houver outras alterações cardiológicas. e eletrocardiográficas..
Cardiopatias Graves Inaptidão definitiva.
Coronariopatia Inaptidão definitiva.
Endocardite bacteriana sem sequelas Apto após dois anos, sem sequelas.
Extrassistolia Apto, se menos de 5 ES/min. Acima de 5 ES/min, será encaminhado para avaliação cardiológica.
Flebite de repetição Inaptidão definitiva.
Infarto agudo do miocárdio Inaptidão definitiva.
Insuficiência arterial Inaptidão definitiva.
Insuficiência cardíaca Inaptidão definitiva.
Malformações cardíacas Inaptidão definitiva.
Miocardite Sem sequelas: um ano. Com sequelas: inaptidão definitiva.
Pericardite Sem sequelas: um ano. Com sequelas: inaptidão definitiva.
Ponte intramiocárdica Inaptidão definitiva.
Prolapso válvula mitral Apto, se ausência de insuficiência valvar e arritmias; caso contrário, inapto definitivo.
Sopro Será necessário relatório de avaliação cardiológica para definição diagnóstica e conduta.
Taquicardia supraventricular paroxística Será necessário relatório de avaliação cardiológica para definição de conduta.
Tromboflebite isolada Apto seis meses após término do tratamento.
Trombose arterial Inaptidão definitiva.
Trombose venosa profunda isolada Apto seis meses após término do tratamento.
Valvulopatia congênita ou adquirida Inaptidão definitiva.
Wolf-Parkinson-White Inaptidão definitiva, exceto se já realizada ablação com relatório médico.


Do sangue (hematológicas)

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Agranulocitose medicamentosa Apto após seis meses.
Anemia ferropriva e por outras deficiências nutricionais Apto após seis meses.
Anemias hereditárias Inaptidão definitiva.
Aplasia de medula Inaptidão definitiva.
Coagulação intravascular disseminada Inaptidão definitiva.
Coagulopatias adquiridas e hereditárias Inaptidão definitiva.
Esplenomegalia idiopática Inaptidão definitiva.
Hemocromatose Inaptidão definitiva.
Leucemias Inaptidão definitiva.
Leucopenia Será necessário relatório médico para avaliação da etiologia e definição de conduta.
Llinfomas Inaptidão definitiva.
Mieloma Inaptidão definitiva.
Neutropenia crônica Inaptidão definitiva.
Policitemia Inaptidão definitiva.
Poliglobulia primária Inaptidão definitiva.
Poliglobulia secundária Será necessário relatório médico para avaliação da etiologia e definição de conduta; porém, só doará dentro do limite exigido.
Porfirias Inaptidão definitiva.
Púrpura trombocitopênica idiopática Na criança: sem sequelas, apto. No adulto: inaptidão definitiva.
Traço falciforme Apto para doação de sangue total. Aférese: inaptidão.


Do aparelho osteomuscular (ossos) e reumáticas

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Artrite Psoriática Inaptidão definitiva.
Artrite Reumatóide Inaptidão definitiva.
Artropatias Infecciosas Apto após 1 ano da cura.
Artropatias Inflamatórias Apto no caso de artrose ou pós traumática após controle dos sintomas.
Artrose Apto.
Contusão Muscular Apto após alta médica.
Derrame Articular Apto após a cura. Será avaliada a causa.
Doença de Behçet Inaptidão definitiva.
Doença de Wegener Inaptidão definitiva.
Entorse articular Apto após alta médica.
Esclerodermia Inaptidão definitiva.
Espondilite anquilosante Inaptidão definitiva.
Febre reumática Inaptidão definitiva se com sequela. Sem sequelas, apto dois anos após a cura.
Fratura sem cirurgia (gesso) Apto após 15 dias.
Gota Apto se assintomático.
Lesão muscular traumática Apto após alta médica.
Lupus eritematoso sistêmico Inaptidão definitiva.
Malformação óssea Congênita Apto.
Miopatias Inaptidão definitiva.
Miosite Inaptidão definitiva.
Osteomielite aguda Apto dois meses após a cura.
Osteomielite crônica Inaptidão definitiva.
Osteoporose Primária: apto. Secundária: será avaliada doença de base.
Poliomiosite Inaptidão definitiva.
Sarcoidose Inaptidão definitiva.
Tendinites Apto após alta médica. Secundária: será avaliada doença de base.


Das glândulas (endócrinas)

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Adenoma da hipófise Apto se controlado clinicamente, sem complicações ou fatores associados e sem história de uso de hormônio de crescimento.
Bócio eutireoidiano Apto.
Diabetes insipidus Inaptidão definitiva.
Diabetes mellitus tipo I ou II Inaptidão definitiva.
Dislipidemia leve, sem uso de medicamentos Apto
Dislipidemia moderada e grave ou em uso de medicamentos Inaptidão até o término do tratamento medicamentoso.
Feocromocitoma Inaptidão definitiva.
Hiperaldosteronismo Inaptidão definitiva.
Hiperfunção de hipófise Inaptidão definitiva.
Hiperlipoproteinemias Se familiar, essencial, inaptidão definitiva.
Hipertireoidismo Inaptidão definitiva.
Hipoglicemia Apto, se assintomático.
hipopituitarismo Inaptidão definitiva.
Hipotireoidismo Apto após controle.
Insuficiência suprarrenal Inaptidão definitiva.
Obesidade com tratamento não cirúrgico Em caso de uso de fórmulas, serão verificadas as substâncias ativas presentes. Se não houver contraindicação pelo uso de medicamentos, será avaliado o índice de massa corporal (IMC).

IMC entre 30 e 39,9: apto.

IMC ≥ 40, será necessária a apresentação de relatório de endocrinologista para avaliação das condições clínicas e laboratoriais do candidato à doação.

Síndrome de Cushing Inaptidão definitiva.
Tireoidite aguda e subaguda Inaptidão até um ano após cura, sem sequela.
Tireoidite crônica Inaptidão definitiva.
Tireoidite autoimune Inaptidão definitiva.

Situações de risco acrescido para aquisição de 

doenças transmissíveis pelo sangue

Algumas doenças que são transmissíveis pelo sangue são adquiridas em situações comuns do dia a dia, como, por exemplo, acidentes com contato com sangue e secreções humanas, utilização de drogas e relacionamentos sexuais. Estas situações são avaliadas de maneira individual e sigilosa pelo profissional responsável pela triagem clínica.

Adota-se alguns critérios mais detalhados a esse respeito, além dos estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esta conduta tem por base o princípio da proteção à segurança do receptor de sangue. As doenças infecciosas apresentam um período variável para positivação do exame, a partir da sua aquisição. Este período é conhecido como janela imunológica. Para a hepatite C, por exemplo, a janela imunológica pode variar entre 49 a 70 dias. Nesse período, os exames não conseguem detectar a doença, mas se o sangue dessa pessoa for utilizado para transfusão, o receptor deste sangue poderá ser contaminado. É por esta razão que é preciso fazer perguntas íntimas acerca do comportamento sexual dos candidatos à doação de sangue. A triagem clínica permite identificar as pessoas que estiveram expostas a situações de risco acrescido para aquisição de doenças transmissíveis pelo sangue, a partir da avaliação cuidadosa desse comportamento. Assim, o candidato deverá efetuar a doação somente após ter se passado tempo suficiente para que, caso tenha adquirido alguma doença, o exame consiga detectá-la.

 

Referências  

1- RDC 153 – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Brasília – DF – 2004 – disponível em http://www.anvisa.gov.br/sangue/legis/sangue_componentes.htm#resolucoes

2- A, B, C, D, E de hepatites para comunicadores – Ministério da Saúde, Brasília – DF – 2005 – Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hepatites_abcde.pdf

3- Manual de Normas e Procedimentos de Atendimento ao Doador – Fundação Hemominas – 2010. Aprovação publicada no Minas Gerais em 09/07/2010.

Fonte: Diretoria Técnica – Fundação Hemominas

12 Dores Que Estão Diretamente Correlacionadas Com Os Sentimentos E Emoções

Você já pensou que somos seres completos e tudo o que nos compõe – corpo, mente e espírito – é ligado de tal forma que a deficiência de um pode afetar os demais?

Um grande exemplo dessa integração é a conclusão da doutora em psicologia Susanne Babbel.

Depois de um minucioso estudo, a dra. Babbel concluiu que boa parte das dores crônicas que sentimos não tem nada a ver com doenças graves ou lesões anteriores.

Ela acredita que adquirimos a maioria das dores com emoções negativas – como o estresse – que acabam afetando alguns órgãos.

Viu como a mente é poderosa?

O estudo da psicóloga resultou num “mapa” que mostra como as emoções interferem na saúde.

Este post vai mostrar a você esse “mapa” e como você pode tratar e neutralizar os efeitos negativos das emoções.

1. Dor de cabeça

Na maioria das vezes, a dor na cabeça (ou enxaqueca) acontece por causa da pressão do dia a dia, o estresse e a sobrecarga de atividades.

A melhor maneira de resolver este problema é relaxar.

Descanse e encontre tempo para o lazer. Vá ao cinema, praia ou leia um bom livre.

2. Dor no pescoço

Esta é bastante interessante.

Acredita-se que, quando nos culpamos por determinado acontecimento, geramos uma consciência culpada, causando acúmulo e pressão na área do pescoço.

Aprenda a perdoar os outros e a si mesmo(a).

Lembre-se que todo mundo pode errar, inclusive você.

É muito importante buscar o lado bom das pessoas e, mais do que isso, é questão de saúde.

3. Dor e sensação de peso nos ombros

Se o problema é nesta área, e não foi lesão, pode apostar que há problemas em alguma área da sua vida que ainda não foram resolvidos e seu corpo está sofrendo com isso.

Para resolver, divida tarefas e compartilhe seus problemas com amigos em que pode confiar.

Isso pode ajudar a encontrar uma saída.

4. Dor nas costas

Sabe a parte superior das costas?

Algumas pessoas sentem uma dor crônica nessa área e isso pode ser um sinal de que a pessoa não se sente amada e apoiada.

O amor das pessoas é a cura para qualquer doença emocional.

Portanto, se este é o problema, converse com quem está ao seu redor, família e amigos.

5. Dor na região lombar

A parte inferior das costas está relacionada a problemas de finanças.

São muitas as causas dos problemas econômicos.

Às vezes, eles aparecem por causa do baixo salário, desemprego ou até mesmo gastos com coisas desnecessárias.

Só você sabe o motivo.

O fato é que você precisa ter uma atitude otimista – até mesmo quando a falta de dinheiro parece não ter solução.

6. Rigidez nos cotovelos

Deve-se a uma resistência às mudanças.

Ela também pode ser interpretada como um medo de que a “vida nos leve”.

Planeje menos, seja mais ousado e mais espontâneo.

7. Dor nas mãos

Este é um sinal de que você está com problemas para interagir com as outras pessoas.

O contato é muito importante.

Busque se socializar e demonstrar afeto aos seus amigos.

8. Desconforto no quadril

Ocorre pelo medo do futuro, a ansiedade.

Se esforce para viver novas aventuras, considerando que o futuro chega de acordo com as atitudes do presente.

9. Dor nos joelhos

Está relacionada aos sentimentos de vaidade e orgulho.

O ego muito elevado pode nos impedir de encontrar a qualidade das pessoas.

Lembre-se que somos apenas mais um e precisamos ser humildes.

10. Dor na panturrilha

É causada por sentimentos de inveja e ressentimento.

Procure perdoar e amar quem está ao seu redor.

11. Dor nos tornozelos

Demonstra que você tem dificuldades em aceitar os prazeres da vida.

Procure curtir a natureza, os momentos em família e o sabor das refeições, por exemplo.

12. Pés doloridos

Os pés são reflexo das nossas satisfações.

Se você tem dores crônicas neles, é sinal de que tem muitas insatisfações.

Recomendamos ser mais otimista, ter fé e desfrutar das grandes maravilhas que Deus nos proporciona.

Fonte: Tudo Prático

Brasileiros desenvolvem curativo à base de abacaxi que facilita cicatrização

Curativo de abacaxi

Proteína do abacaxi remove as células mortas de feridas, ‘limpando-as e acelerando sua cicatrização’, diz pesquisadora.

A associação de uma proteína do abacaxi com celulose produzida por bactérias resultou em um curativo eficiente como anti-inflamatório cicatrizante de ferimentos, ulcerações e queimaduras, segundo trabalho de pesquisadores das universidades de Sorocaba (Uniso) e Unicamp, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Ele produziram um composto na forma de gel ou emplastro que tem como base a proteína do abacaxi, chamada de bromelina, e a celulose bacteriana – dois elementos que já vinham sendo estudados há tempos para aplicações nas áreas médica, farmacêutica e cosmética.

A bromelina tem a propriedade de quebrar moléculas de outras proteínas – o chamado debridamento celular – e, por isso, é usada até para amaciar carne.

“Essa mesma característica faz com ela remova as células mortas na ferida, limpando-a e acelerando sua cicatrização”, explica Janaína Artem Ataide, da Unicamp, autora principal do artigo publicado no periódico Scientific Reports, do grupo Nature, que mostra os resultados do trabalho conjunto.

A celulose é o biopolímero mais abundante da natureza, produzido principalmente por plantas. Mas também há alguns microorganismos, como a bactéria Gluconacetobacter xylinus, capazes de sintetizá-la.

“Essa bactéria é uma biofábrica”, explica a pesquisadora Angela Faustino Jozala, do Laboratório de Microbiologia Industrial e Processos Fermentativos da Uniso, outra autora do artigo. “Ela produz a celulose como se tricotasse polímeros de glicose (açúcar). Como o produto é tecido em nanoestruturas (um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro ou um bilionésimo de metro) o chamamos de nanocelulose.”

Em termos mais técnicos, Jozala explica que a “celulose bacteriana é um polímero linear de glicose, altamente cristalino, sintetizado extracelularmente pela bactéria Gluconacetobacter xylinus na forma de nanofibras. Como ela é produzida livre de outros polímeros (como hemicelulose e lignina), pode ser considerada um material biocompatível”.

Resíduos de abacaxi usados na pesquisaDireito de imagemDIVULGAÇÃO
Image captionResíduos de abacaxi usados na pesquisa; sua composição já chamava atenção das indústrias farmacêutica e cosmética

Por isso já vem sendo utilizada em diversas aplicações médicas, como, por exemplo, em enxertos e substitutos temporários de pele ou curativos no tratamento de lesões.

Unir esforços

As duas equipes conheciam o trabalho uma da outra e resolveram unir esforços para produzir o novo curativo. “Como a nanocelulose bacteriana já vem sendo aplicada como produto cicatrizante, nós tivemos a ideia de associar a ela uma proteína com propriedades anti-inflamatória e antimicrobiana”, conta Jozala.

“Escolhemos a bromelina porque já conhecíamos suas características e porque a indústria de alimentos, quando produz a polpa de abacaxi, joga a casca e o talo da fruta fora. É fonte barata de obtê-la. Aproveitamos que a equipe da Unicamp já a vinha extraindo desses resíduos para trabalhar em conjunto.”

A pesquisadora Priscila Gava Mazzola, da Unicamp, orientadora de Ataide e outra autora do artigo, diz que a extração da bromelina de resíduos de abacaxi diminui o impacto ambiental da industrialização da fruta e gera um produto de alto valor agregado. Além disso, ela destaca outro pontos importantes do trabalho.

“As biomembranas de nanocelulose são promissoras na entrega de princípios ativos”, diz. “Suas características interessantes para o desenvolvimento de um produto farmacêutico ou cosmético foram alinhadas com as da bromelina. O curativo final tem potencial uso para auxiliar os processos de cicatrização.”

Ataide, por sua vez, conta que há alguns anos a bromelina tem sido objeto de pesquisa na Unicamp. “Passamos da extração dessa biomolécula a partir de resíduos do abacaxi para o estudo de sua aplicação em produtos farmacêuticos e cosméticos para via tópica”, explica.

“Nesse cenário, surgiu a ideia de inseri-la na nanocelulose bacteriana, que se mostrou como o sistema mais promissor para sua veiculação. Hoje, temos pesquisado o aumento da estabilidade da proteína com o uso de nanopartículas de quitosana (substância encontrada no exoesqueleto de crustáceos, que tem propriedades cicatrizantes).”

Curativo de abacaxiDireito de imagemDIVULGAÇÃO
Image captionPróximo passo é testar o composto em animais

Os primeiros testes em laboratório foram feitos para verificar se a bromelina criava de fato uma barreira antimicrobiana. “Ferimentos não cuidados são uma porta aberta para micro-organismos, o que pode levar a infecções graves”, diz Jozala. “Por isso, necessitam de um bom curativo, que ajude na cicatrização e evite contaminação. Além disso, deve ser capaz ainda de propiciar atividade antioxidante, para diminuir o processo inflamatório de células mortas e pus.”

A proteína do abacaxi se mostrou capaz de preencher esses requisitos.

Fase de testes

Para realizar os testes, as membranas de nanocelulose bacteriana foram mergulhadas por 24 horas em uma solução de bromelina. Os pesquisadores observaram que, 30 minutos após ela ser incorporada à celulose, houve maior liberação e aumento de nove vezes na atividade antimicrobiana da membrana.

“Ou seja, foi criada uma barreira seletiva, que potencializou a atividade proteica e outras ações importantes para a cicatrização, como o aumento de antioxidantes e da vascularização”, conta Jozala.

De acordo com ela, o novo curativo já passou a pela primeira fase de desenvolvimento de um medicamento, que é feito em laboratório, para verificar se tem o efeito desejado e não é tóxico.

Agora, virá a fase dois, que são os testes com animais. Os trabalhos estão sendo feitos no novo laboratório da Uniso. Além do curativo, as novas instalações servirão para testes, produção e purificação de biomoléculas de interesse em diversos segmentos industriais (biotecnológico, ambiental, alimentício, farmacêutico).

Fonte: BBC Brasil

Hanseníase: Saúde estuda novo esquema de tratamento

A expectativa é que esse esquema traga mais qualidade de vida aos pacientes.
Hanseníase: Saúde estuda novo esquema de tratamento

O Ministério da Saúde estuda mudar o esquema de tratamento da Hanseníase para o esquema de Multidrogaterapia Única – MDT-U. A proposta está sendo avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec. E, uma vez aprovada, trará aos pacientes a opção de um tratamento único tanto para quem tem poucas bactérias no corpo – os paucibacilares, quanto para quem tem muitas – os multibacilares. O novo esquema também visa reduzir em seis meses o tempo de tratamento que hoje varia entre um ano e um ano e meio. A expectativa é que esse esquema traga mais qualidade de vida aos pacientes, como explica a coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha.

“Para o paciente que tá tomando a medicação reduzir de um ano – 12 meses – para seis meses isso traz um benefício enorme para ele. Isso faz uma maior adesão ao paciente ao tratamento em relação a não ter falta, a não abandonar o tratamento – que é diferente um ano para seis meses. Favorece também ao paciente menor risco de efeitos adversos Por que reduz o tempo de tratamento”.

A hanseníase pode atingir qualquer pessoa em qualquer idade. Por isso, devemos estar atentos aos sinais. O principal deles é a presença de manchas na pele com alteração de sensibilidade. Vale lembrar que, em breve, o tratamento será oferecido gratuitamente pelo SUS Para saber mais, acesse saude.gov.br.

 

 

Na mesma receita: antimicrobiano e psicotrópico. O que fazer?

Antimicrobiano e Psicotrópico na mesma receita o que fazer?

 

Antimicrobiano e Psicotrópico na mesma receita o que fazer?

Quando ocorre uma situação onde a prescrição médica contem na receita um Antimicrobiano e um Psicotrópico alguns Farmacêuticos ficam em dúvida se é permitido ou não dispensar ambos os medicamentos.

Antes de falarmos do assunto devemos ir diretamente na legislação existente. De um lado temos a RDC 20/11 que Dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos. E de outro, medicamentos sujeitos a controle especial sendo Portaria 344/98.

O que a RDC 20/11 diz sobre o tema:

“Art. 7º A receita poderá conter a prescrição de outras categorias de medicamentos, desde que não sejam sujeitos a controle especial.

Portanto, aqui fica claro que se por exemplo vier uma receita com uma Amoxicilina e uma Dipirona não haverá problema. Porém se vier uma Amoxicilina e um sujeito a controle especial da Portaria 344/98 não será permitido.

Alguns tentam alegar que na Portaria 344/98 não veio nada proibindo, ou seja poderia dispensar um medicamento  antimicrobiano. Mas tal interpretação está incorreta.

Porque se formos fazer uma analogia extensiva o artigo 7 da RDC 20/11 supri essa digamos, ausência da portaria 344/98. Ou seja, em um exemplo hipotético uma receita aonde contenha AMITRIPTILINA (receita Especial) e uma Amoxicilina, também não poderia porque é dito :”desde que não sejam sujeitos a controle especial.”

Portanto as duas na mesma receita não dá. O correto é o prescritor usar receitas diferentes para cada medicamento afim de não trazer maiores problemas ao paciente. E se caso ocorrer algum erro observado na receita o Farmacêutico deverá orientar o paciente a retornar ao prescritor.

Vejamos o que diz também a orientação do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo:

“O artigo 7º da Resolução RDC nº 20/2011 não permite a prescrição na mesma receita, de antimicrobianos e medicamentos sob controle da Portaria SVS/MS nº 344/98 sujeitos à retenção de receita. Portanto,receitas contendo os dois tipos de medicamentos é indevidanão sendo possível a dispensação de nenhum dos medicamentos, devendo orientar o paciente/usuário a retornar ao prescritor de forma que este emita duas receitas distintas, uma para o antimicrobiano sob controle da RDC nº 20/11 e outra para o medicamento sob controle da Portaria SVS/MS nº 344/98, para que seja possível a aquisição deles por parte do paciente/usuário.”

Espero ter contribuído de alguma forma a esclarecer a dúvida muito comum  no balcão da farmácia. Até a próxima.

Fonte: Pós Farma

Não consegue emagrecer? Descubra o que pode estar impedindo

A facilidade de perda de peso está ligada à genética, ao metabolismo e a questões hormonais, mas há como ‘burlar’ esses fatores e emagrecer.

A situação é mais comum do que se pensa. Algumas pessoas tentam emagrecer, mas, mesmo seguindo dietas de sucesso para a maioria, possuem uma dificuldade maior para perder peso. Existem alguns fatores que influenciam diretamente na capacidade de perder massa gorda e ganhar massa magra. Um dos principais é a genética

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A situação é mais comum do que se pensa. Algumas pessoas tentam emagrecer, mas, mesmo seguindo dietas de sucesso para a maioria, possuem uma dificuldade maior para perder peso. Existem alguns fatores que influenciam diretamente na capacidade de perder massa gorda e ganhar massa magra. Um dos principais é a genética
Quem é de uma família que tem problemas com o sobrepeso provavelmente vai ter também. A endocrinologista Cíntia Cercato, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que a dificuldade de perder peso é uma questão genética e hereditária, mas isso não é determinante, o fator ambiental também influencia.  'Existe uma interação entre o ambiente e os genes'. Portanto, se a família toda possui alimentação ruim, a pessoa que quer emagrecer está inserida neste ambiente, vai se alimentar de forma errada e não vai conseguir perder peso

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Quem é de uma família que tem problemas com o sobrepeso provavelmente vai ter também. A endocrinologista Cíntia Cercato, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que a dificuldade de perder peso é uma questão genética e hereditária, mas isso não é determinante, o fator ambiental também influencia.  “Existe uma interação entre o ambiente e os genes”. Portanto, se a família toda possui alimentação ruim, a pessoa que quer emagrecer está inserida neste ambiente, vai se alimentar de forma errada e não vai conseguir perder peso.
A genética influencia na capacidade metabólica do organismo, mas não é determinante. O metabolismo também está relacionado à quantidade de massa magra do corpo. Quanto mais massa magra, maior o metabolismo - por consequência, quem tem mais massa gorda, tem maior dificuldade para perder peso. 'É por isso que os homens emagrecem mais rápido do que as mulheres', destaca a endocrinologista

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A genética influencia na capacidade metabólica do organismo, mas não é determinante. O metabolismo também está relacionado à quantidade de massa magra do corpo. Quanto mais massa magra, maior o metabolismo – por consequência, quem tem mais massa gorda, tem maior dificuldade para perder peso. “É por isso que os homens emagrecem mais rápido do que as mulheres”, destaca a endocrinologista
A mesma relação massa magra x metabolismo também pode ser feita com a quantidade de massa muscular: quanto maior a quantidade de massa muscular no organismo, maior a facilidade para perder peso

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A mesma relação massa magra x metabolismo também pode ser feita com a quantidade de massa muscular: quanto maior a quantidade de massa muscular no organismo, maior a facilidade para perder peso
É importante não confundir a dificuldade de perder peso com a síndrome metabólica. De acordo com Cíntia Cercato, a síndrome é um problema que surge como consequência do sobrepeso e da obesidade, 'não está associada à capacidade de perder peso'. A síndrome metabólica é um conjunto de doenças como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol, que estão ligadas à dificuldade da insulina agir no organismo

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É importante não confundir a dificuldade de perder peso com a síndrome metabólica. De acordo com Cíntia Cercato, a síndrome é um problema que surge como consequência do sobrepeso e da obesidade, “não está associada à capacidade de perder peso”. A síndrome metabólica é um conjunto de doenças como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol, que estão ligadas à dificuldade da insulina agir no organismo
O emagrecimento também está ligado à questões hormonais. Por isso, quando a tireoide diminui a produção de hormônios, o organismo começa a ganhar peso - e a ter mais dificuldade de perder. Outro problema que influencia é a síndrome do ovário policístico, que cria uma tendência de acúmulo de gordura abdominal

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O emagrecimento também está ligado à questões hormonais. Por isso, quando a tireoide diminui a produção de hormônios, o organismo começa a ganhar peso – e a ter mais dificuldade de perder. Outro problema que influencia é a síndrome do ovário policístico, que cria uma tendência de acúmulo de gordura abdominal
De acordo com a endocrinologista, existe uma forma muito simples de burlar a genética e melhorar o metabolismo: a atividade física. 'A atividade física promove mudanças tão importantes no organismo que, mesmo quando a pessoa está em repouso, o metabolismo continua acelerado', explica. Mas é importante destacar que para que isso aconteça, é preciso combater totalmente o sedentarismo e criar o hábito do exercício a longo prazo para que a mudança seja contínua

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De acordo com a endocrinologista, existe uma forma muito simples de burlar a genética e melhorar o metabolismo: a atividade física. “A atividade física promove mudanças tão importantes no organismo que, mesmo quando a pessoa está em repouso, o metabolismo continua acelerado”, explica. Mas é importante destacar que para que isso aconteça, é preciso combater totalmente o sedentarismo e criar o hábito do exercício a longo prazo para que a mudança seja contínua.

Fonte: R7